Um traumatismo dentoalveolar pode gerar uma infração corona...
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Tema central: traumatismos dentários – classificação das lesões coronárias. Infração coronariana (também chamada de “enamel infraction” ou “craze line”) é uma fissura do esmalte sem perda de substância, isto é, sem destacamento de fragmento.
Alternativa correta: D – “fissura no dente sem perda de substância dental”. Essa é a definição consagrada pela IADT (International Association of Dental Traumatology): fratura incompleta do esmalte, visível como linha, sem cavitação e sem exposição de dentina ou polpa. Referências: Diretrizes IADT 2020 (Andersson et al.), Andreasen & Andreasen – Textbook and Color Atlas of Traumatic Injuries to the Teeth; UpToDate (Dental injuries in children and adolescents).
Raciocínio clínico e diagnóstico: na infração, observa-se linha fina ao longo do esmalte, geralmente assintomática. Testes de sensibilidade tendem a ser normais; percussão sem dor. Transiluminação e corantes podem evidenciar a fissura; radiografias costumam ser negativas (solicitar para excluir outras lesões). Sem mobilidade de fragmento e sem perda de estrutura.
Conduta resumida: geralmente observação, orientação e registro fotográfico. Selamento com resina pode ser indicado se houver sensibilidade ou risco de propagação; controle clínico e de vitalidade pulpar (6–12 meses). Protetor oclusal se bruxismo. Sem necessidade de contenção. (IADT 2020).
Análise das alternativas incorretas:
- A – “fratura envolvendo esmalte, dentina e cemento, sem exposição pulpar”: descreve fratura corono-radicular não complicada (sem exposição pulpar), não uma infração. Aqui há perda de substância e envolvimento do cemento, o que contradiz a definição de infração.
- B – “linha de rachadura com perda de substância dental”: a presença de perda de substância descaracteriza a infração e passa a configurar fratura coronária (coroa) não complicada, se sem polpa exposta.
- C – “fratura coronariana com exposição pulpar”: corresponde à fratura coronária complicada (IADT), não à infração. Envolve comunicação com a polpa e exige tratamento pulpar específico (p. ex., capeamento, pulpotomia, conforme maturidade apical).
- E – “fratura coronariana limitada a esmalte ou esmalte e dentina, sem exposição radicular”: descreve fratura coronária não complicada. O termo “sem exposição radicular” é impreciso; o correto é “sem exposição pulpar”. Ainda assim, não é infração.
Estratégia para a prova: identifique as palavras-chave. “Infração” = fissura sem perda de substância. Se houver perda de material, já é fratura; se houver polpa exposta, é fratura complicada; se envolver cemento, é corono-radicular.
Referências rápidas: IADT Guidelines for the Management of Traumatic Dental Injuries (2020); Andreasen JO et al., Textbook and Color Atlas of Traumatic Injuries to the Teeth; UpToDate – “Overview of dental injuries”.
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