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Q3511433 Odontologia
O sinal do anel é uma medida útil que, quando positivo, pode auxiliar no diagnóstico de 
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Tema central: Sinal do anel (halo sign) em trauma craniofacial. Trata-se de um achado de triagem em que um líquido claro misturado a sangue (de orelha ou nariz) depositado em gaze/papel forma um círculo central vermelho rodeado por um halo claro, pela migração capilar diferenciada do LCR em relação ao sangue. Esse padrão sugere fístula liquórica.

Alternativa correta: D – fratura da base do crânio.

Justificativa: Fraturas da base do crânio (assoalho anterior ou médio) podem romper dura-máter e seio paranasal/médio ouvido, produzindo rinorreia ou otorreia liquórica. O sinal do anel, quando positivo, sugere LCR misto a sangue e apoia o diagnóstico clínico de fratura de base com fístula. Outros sinais associados: equimose periorbitária (raccoon eyes), sinal de Battle, hemotímpano, anosmia. Confirmação: β-2 transferrina ou β-trace protein no líquido, e TC de base do crânio com cortes finos (ATLS; UpToDate; Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery).

Análise das incorretas:

A) Fraturas do osso temporal – Podem causar otorreia liquórica, mas o sinal do anel não é específico do temporal; ele indica LCR e pode ocorrer também em fraturas da fossa anterior (cribiforme). Assim, a opção mais abrangente e correta é base do crânio. Além disso, fratura do temporal cursa com hemotímpano, hipoacusia condutiva/sensorial e possível paralisia facial, que não são explicados pelo sinal do anel isoladamente.

B) Lesão do globo ocular – O teste relacionado ao globo é o teste de Seidel (fluoresceína) para perfuração corneoescleral. O halo em papel não é teste para lesão ocular.

C) Perfuração do tímpano – Provoca otalgia, zumbido, hipoacusia e sangramento, sem formar halo claro. O sinal do anel requer presença de LCR, o que implica comunicação craniana, não apenas perfuração timpânica.

E) Fratura do arco zigomático – Cursa com achatamento malar, trismo por impacto no arco e parestesia infraorbital. Não há relação com fístula liquórica nem com o sinal do anel.

Dicas de prova e pegadinhas: Ao ler “líquido claro com sangue por nariz/orelha”, pense em base do crânio. O halo sign é triagem e pode falhar se houver saliva/lágrima; confirmação laboratorial com β-2 transferrina é o padrão. A glicose no líquido NÃO é confiável (falso-positivo com secreção nasal) — ponto clássico em provas (ATLS, UpToDate).

Conduta resumida (contexto clínico): Cabeceira elevada, evitar Valsalva, observação; antibiótico profilático é controverso; reparo cirúrgico se vazamento persistir ou houver meningite (diretrizes de trauma cranioencefálico).

Gabarito: D) Fratura da base do crânio.

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