Sobre os processos de esterilização e desinfecção dos mater...

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Q3511424 Odontologia
Sobre os processos de esterilização e desinfecção dos materiais odontológicos, é correto afirmar: 
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Tema central: Processamento de materiais na Odontologia exige distinguir esterilização (elimina todas as formas microbianas, inclusive esporos) de desinfecção (não elimina esporos). A escolha do método depende do material (metálico, plástico) e da resistência térmica. Referência: CDC/Guideline for Disinfection and Sterilization (Rutala & Weber), ANVISA RDC 15/2012, AAMI ST79.

Alternativa correta – E: Esterilização a calor destrói microrganismos principalmente por desnaturação e coagulação de proteínas e ácidos nucleicos, mecanismo clássico do calor úmido (autoclave). O calor seco também inativa por desnaturação e oxidação, porém com tempos/temperaturas maiores. Exemplos usuais: autoclave 121 ºC por 15–30 min ou 134 ºC por 3–5 min; calor seco 160 ºC por ~120 min. Esses princípios são padrão em CDC/ANVISA/AAMI.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Esterilização com compostos clorados/biclorados…” – Compostos clorados (hipoclorito, dicloroisocianurato) são desinfetantes, não esterilizantes. Além disso, realmente podem corroer metais, mas a premissa cai por classificar cloro como método de esterilização. Diretrizes: CDC/ANVISA.

B) “Calor seco é o mais indicado para materiais odontológicos e plásticos” – Para instrumentos metálicos, o padrão-ouro é autoclave (calor úmido), mais rápido e confiável. Muitos plásticos deformam com calor; quando termo-sensíveis, indicam-se baixa temperatura (óxido de etileno ou peróxido de hidrogênio em plasma), não calor seco. CDC/AAMI.

C) “Esporos morrem a 60–80 ºC” – Temperaturas nessa faixa (pasteurização) não são esporicidas. Para esporos, requer-se 121 ºC (vapor sob pressão) ou temperaturas maiores no calor seco por períodos prolongados. Logo, a afirmação contraria princípios básicos de microbiologia aplicada. CDC/Harrison’s.

D) “Óxido de etileno é o processo mais rápido” – O ETO é eficaz para materiais termo-sensíveis, porém é lento: ciclos longos e necessidade de aeração (horas) para remover resíduos tóxicos. O método mais rápido e rotineiro para críticos termorresistentes é o vapor. Diretrizes: CDC/ANVISA.

Dicas de prova: - Associe “espórios” a autoclave e descarte faixas de 60–80 ºC. - Lembre: cloro desinfeta, não esteriliza. - “Mais rápido” dificilmente é ETO; pense em vapor. - Plásticos costumam exigir baixa temperatura, não calor seco.

Referências essenciais: CDC Guideline for Disinfection and Sterilization (Rutala & Weber); ANVISA RDC 15/2012; AAMI ST79; UpToDate – Overview of sterilization and disinfection; Harrison’s Principles of Internal Medicine (controle de infecção).

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