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Q3511409 Odontologia
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a condição potencialmente maligna do vermelhão do lábio inferior resultante da exposição crônica à luz ultravioleta (UV).
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Tema central: Lesões potencialmente malignas do vermelhão do lábio associadas à exposição crônica à radiação UV. O quadro clássico é a queilite actínica, reconhecida como Oral Potentially Malignant Disorder (OPMD) pela OMS.

Alternativa correta: A – Queilite actínica
Condição crônica do lábio inferior por dano actínico cumulativo. Clinicamente cursa com ressecamento persistente, descamação, áreas atróficas e esbranquiçadas, perda do vermilion border, fissuras e crostas. Pode evoluir para carcinoma espinocelular do lábio. Histologia: elastose solar no conjuntivo, para/hiperqueratose e graus variáveis de displasia epitelial. Referências: OMS/WHO OPMD (2022), Neville – Oral & Maxillofacial Pathology, UpToDate (Actinic cheilitis).

Raciocínio diagnóstico: Diante de “vermelhão do lábio inferior + UV crônica”, pense em dano actínico. Sinais de alarme para biópsia: área indurada, ulcerada, nodular ou com sangramento. A biópsia confirma displasia e orienta a conduta.

Conduta resumida: Fotoproteção labial (FPS elevado), cessar tabaco/álcool, monitorização. Para doença clínica/histológica significativa: terapias de campo (5-FU, imiquimode, terapia fotodinâmica) ou ablação (laser CO₂, crioterapia) e, em casos extensos ou com displasia moderada/acentuada, vermilionectomia. Bases: Neville; UpToDate; diretrizes dermatológicas/OMS sobre OPMD.

Análise das incorretas:

B – Leucoplasia verrucosa (proliferativa): OPMD de múltiplas placas brancas verrucosas em mucosa oral (frequente em gengiva/bochecha), não específica do lábio e não atribuída à UV. Curso persistente, alto risco de transformação, porém o gatilho não é dano actínico.

C – Queratose: Termo genérico para espessamento córneo; não define etiologia, local típico nem risco de malignização por UV. Não é diagnóstico específico.

D – Hiperqueratose: Achado histológico, não uma entidade clínica. Pode ocorrer em várias condições e não implica, por si, potencial maligno nem relação direta com UV.

E – Mácula melanótica oral: Mácula marrom benigna, estável, comum em lábio e mucosa; sem potencial maligno significativo e sem relação causal com UV como na queilite actínica. Diferenciar de lesões melanocíticas atípicas por dermatoscopia/biópsia quando necessário.

Dica de prova: Associe as palavras-chave “lábio inferior + sol crônico + vermelhão alterado” à queilite actínica. Cuidado com as “pegadinhas” de termos descritivos (queratose/hiperqueratose) que não são diagnósticos.

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