Homem de 72 anos apresenta quadro de sonolência, hipotensão ...
Sobre o caso descrito, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo de emergências hiperglicêmicas, exigindo entendimento sobre estado hiperglicêmico hiperosmolar (EHH), cálculo da osmolalidade efetiva e orientação terapêutica conforme protocolos oficiais.
Justificativa da alternativa correta (E): O dado fundamental para resolução da questão é o cálculo da osmolalidade efetiva, dado pelos valores laboratoriais:
Osmolalidade efetiva = 2 x Na⁺ + Glicose/18
Aplicando os valores do caso:
Osmolalidade = 2 x 155 + 828/18 = 310 + 46 ≈ 356 mOsm/kg
Portanto, a resposta correta é a alternativa E.
Detalhes conceituais fundamentais:
Na prática clínica, esse cálculo orienta o manejo hídrico e a segurança do paciente durante a reposição volêmica, além de servir de critério diagnóstico e prognóstico para urgências diabéticas.
Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira: "O princípio fundamental para o desenvolvimento das crises hiperglicêmicas agudas é a deficiência de insulina, resultando em hiperglicemia e desidratação..."
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Ambas as classes de antibiótico citadas podem ser usadas em infecções graves, mas a associação não é rotina de tratamento inicial. A escolha deve ser guiada pelo site e gravidade da infecção, além do perfil bacteriano local. Não é esse o foco prioritário imediato em EHH/cetoacidose.
B) A queda ideal da glicemia é de 50-75 mg/dL/hora (UpToDate, Harrison’s, Ministério da Saúde) para evitar complicações como edema cerebral, não de 75-100 mg/dL/h.
C) Na ressuscitação inicial, utiliza-se NaCl 0,9% (soro fisiológico) mesmo com hipernatremia. O NaCl 0,45% só deve ser considerado após estabilização hemodinâmica e avaliação da natremia corrigida.
D) Não há evidências superiores para uso do ringer lactato em relação ao soro fisiológico na primeira hora de ressuscitação em crises hiperglicêmicas. O soro fisiológico (NaCl 0,9%) segue sendo o recomendado na maioria dos protocolos.
Estratégia de prova: Fique atento a cálculos simples, mas que exigem conhecimento de fórmulas consagradas e interpretação dos valores. Palavras como "ideal", "necessário" e afirmações taxativas geralmente merecem análise crítica. Priorize sempre a conduta baseada em diretriz segura e aplicável.
Resumo final: O entendimento do cálculo da osmolalidade efetiva é essencial em emergências metabólicas. A associação ao contexto clínico e às normas técnicas direciona a resposta segura.
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