Paciente de 67 anos, com histórico de tabagismo, doença arte...

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Q3511320 Medicina
Paciente de 67 anos, com histórico de tabagismo, doença arterial isquêmica e fibrilação atrial, apresenta quadro de hemoptise volumosa. Ele está em uso de varfarina. Ao exame, ele ainda expectora pequenas quantidades de sangue vermelho brilhante, após dois episódios maiores (com perda de aproximadamente 500 mL de sangue); pressão arterial: 98 x 69 mmHg; frequência cardíaca arrítmica: 130 bpm; frequência respiratória: 28 irpm; saturação de oxigênio de 93% com 15L/min de oxigênio, via máscara não-reinalante. A radiografia de tórax demonstra opacidades densas nas zonas média e inferior do lado direito. Qual é a próxima e mais relevante estratégia de manejo desse paciente? 
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Tema central: O caso trata de hemoptise maciça – emergência clínica potencialmente fatal – em paciente com fatores de risco (doença arterial, tabagismo, fibrilação atrial em uso de anticoagulante). A hemoptise maciça, geralmente definida como perda acima de 200-600 mL em 24h, impõe risco de obstrução e morte por asfixia, mais do que por exsanguinação. O manejo correto exige olhar centrado em proteger via aérea, garantir oxigenação e controlar sangramento.

Justificativa da alternativa correta (B – Intubação orotraqueal e broncoscopia flexível): A presença de sinais de instabilidade hemodinâmica (PAS 98 mmHg), taquicardia grave, hipóxia mesmo com oxigênio suplementar e exposição maciça ao sangue exigem prioridade absoluta ao controle da via aérea. A intubação evita aspiração, permite ventilação adequada e facilita o procedimento subsequente: a broncoscopia flexível, que identifica o sítio do sangramento, possibilita remoção de coágulos e aplicação de medidas locais (ex: instilação de agentes vasoativos). Segundo protocolo do HUWC: "Na hemoptise maciça, a broncoscopia é usada para identificar e diagnosticar lesões acessíveis, assim como para a limpeza da via aérea com retirada de coágulos". A diretriz do Espírito Santo reforça: "Se o paciente estiver instável: deve ser intubado". Dessa forma, B é o passo mais imediato e crucial.

Análise das alternativas incorretas:

A) Solicitar angiografia por tomografia pulmonar urgente: Apesar de útil para localização do sangramento crônico, não resolve a instabilidade e o risco iminente de obstrução da via aérea. Não é conduta inicial em quadros críticos.

C) Vitamina K e ácido tranexâmico IV: Corrigir coagulopatia é importante, mas não substitui a necessidade emergencial de proteger a via aérea em casos de hemorragia maciça, sobretudo em um paciente já chocado e hipóxico.

D) Angiografia da artéria brônquica urgente: Broncoarteriografia, eventual embolização, são medidas para casos refratários, após estabilização. Jamais devem ser realizadas sem antes garantir via aérea segura.

E) Centro cirúrgico para broncoscopia rígida e tubo de duplo lúmen: O manejo cirúrgico e ventilação seletiva são reservados para casos específicos de refratariedade ou indicação operatória, não são etapa inicial padrão.

Dica de prova: Em emergências de via aérea, sempre priorize intervenções que protegem a vida e previnem obstrução respiratória. Atenção a termos como “maciça”, “instável” e “saturação refratária” – a urgência da proteção da via aérea supera demais manejos neste contexto. Protocolos nacionais e literaturas clássicas (ex: Harrison’s, UpToDate) reforçam esta prioridade.

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