Paciente de 67 anos, com histórico de tabagismo, doença arte...
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Tema central: O caso trata de hemoptise maciça – emergência clínica potencialmente fatal – em paciente com fatores de risco (doença arterial, tabagismo, fibrilação atrial em uso de anticoagulante). A hemoptise maciça, geralmente definida como perda acima de 200-600 mL em 24h, impõe risco de obstrução e morte por asfixia, mais do que por exsanguinação. O manejo correto exige olhar centrado em proteger via aérea, garantir oxigenação e controlar sangramento.
Justificativa da alternativa correta (B – Intubação orotraqueal e broncoscopia flexível): A presença de sinais de instabilidade hemodinâmica (PAS 98 mmHg), taquicardia grave, hipóxia mesmo com oxigênio suplementar e exposição maciça ao sangue exigem prioridade absoluta ao controle da via aérea. A intubação evita aspiração, permite ventilação adequada e facilita o procedimento subsequente: a broncoscopia flexível, que identifica o sítio do sangramento, possibilita remoção de coágulos e aplicação de medidas locais (ex: instilação de agentes vasoativos). Segundo protocolo do HUWC: "Na hemoptise maciça, a broncoscopia é usada para identificar e diagnosticar lesões acessíveis, assim como para a limpeza da via aérea com retirada de coágulos". A diretriz do Espírito Santo reforça: "Se o paciente estiver instável: deve ser intubado". Dessa forma, B é o passo mais imediato e crucial.
Análise das alternativas incorretas:
A) Solicitar angiografia por tomografia pulmonar urgente: Apesar de útil para localização do sangramento crônico, não resolve a instabilidade e o risco iminente de obstrução da via aérea. Não é conduta inicial em quadros críticos.
C) Vitamina K e ácido tranexâmico IV: Corrigir coagulopatia é importante, mas não substitui a necessidade emergencial de proteger a via aérea em casos de hemorragia maciça, sobretudo em um paciente já chocado e hipóxico.
D) Angiografia da artéria brônquica urgente: Broncoarteriografia, eventual embolização, são medidas para casos refratários, após estabilização. Jamais devem ser realizadas sem antes garantir via aérea segura.
E) Centro cirúrgico para broncoscopia rígida e tubo de duplo lúmen: O manejo cirúrgico e ventilação seletiva são reservados para casos específicos de refratariedade ou indicação operatória, não são etapa inicial padrão.
Dica de prova: Em emergências de via aérea, sempre priorize intervenções que protegem a vida e previnem obstrução respiratória. Atenção a termos como “maciça”, “instável” e “saturação refratária” – a urgência da proteção da via aérea supera demais manejos neste contexto. Protocolos nacionais e literaturas clássicas (ex: Harrison’s, UpToDate) reforçam esta prioridade.
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