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Q3511316 Medicina
Mulher de 67 anos com história de trombose venosa profunda há 15 anos e meningioma estável apresenta quadro de dispneia e hipotensão de 88 x 58 mmHg, mesmo após um bolus inicial de cristaloide. A ecocardiografia revela ventrículo direito dilatado com movimento paradoxal da parede septal; nota-se um trombo longo, fino e móvel no átrio direito (trombo tipo A), que é confirmado na angiografia pulmonar por tomografia, além de evidenciar embolia pulmonar nas artérias pulmonares principais direita e esquerda. Qual é a melhor abordagem para o manejo desse paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O caso descrito aborda o manejo da embolia pulmonar (EP) de alto risco — situação caracterizada por instabilidade hemodinâmica (pressão arterial < 90 mmHg) e sinais de sobrecarga do ventrículo direito, confirmados por imagem. O achado de trombo móvel no átrio direito indica embolização maciça em curso, tornando o prognóstico ainda mais grave.

Justificativa da Alternativa Correta (C): Segundo a Diretriz Europeia ESC 2019 sobre Embolia Pulmonar, “em pacientes com EP de alto risco, definidos por instabilidade hemodinâmica, a trombólise sistêmica com ativador do plasminogênio tecidual (tPA) é o tratamento de escolha.” O objetivo é dissolver rapidamente o trombo, recuperar perfusão pulmonar e reverter a disfunção ventricular direita, reduzindo mortalidade.

Cita-se o Relatório da CONITEC sobre alteplase: “Nos pacientes hemodinamicamente instáveis, a heparinização é realizada concomitante com o tratamento trombolítico, devendo o mesmo ser instituído de forma precoce, preferencialmente nas primeiras 48 horas.” Assim, a trombólise sistêmica é a conduta prioritária neste cenário.

Análise das alternativas incorretas:

A) Anticoagulação isolada com heparina de baixo peso molecular é insuficiente em EP com choque ou hipotensão, pois demora a agir e não reverte rapidamente a obstrução vascular crítica.

B) Embolectomia cirúrgica é reservada para falha ou contraindicação da trombólise. Não é primeira linha.

D) Trombectomia por cateter é alternativa se trombólise for impossível ou não houver resposta, mas não é conduta inicial.

E) Filtro de veia cava inferior só é indicado quando há contraindicação formal à anticoagulação, ou recorrência de EP sob anticoagulação — situações não demonstradas no caso.

Estrategia para provas: Busque sempre identificar sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque), elemento-chave que define EP de alto risco e orienta conduta agressiva. Nos enunciados, atenção a palavras como “persistência de hipotensão”, presença de trombo móvel e resultado rápido de eco.

Resumo prático: Embolia pulmonar de alto risco precisa de trombólise sistêmica se não houver contraindicação absoluta! Protocolos internacionais (ESC, CONITEC) apoiam essa conduta, reduzindo mortalidade em situações críticas.

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