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Q3511312 Medicina
Homem de 55 anos com histórico de diabetes mellitus e hipertensão arterial é internado na UTI devido a cetoacidose diabética. Recentemente, ele não tem tido boa aderência ao tratamento. A pressão arterial à admissão é 230 x 140 mmHg (semelhante nos 2 membros) e a frequência cardíaca de 75 bpm. O exame neurológico é normal. Cerca de 40 mg de labetalol intravenoso é administrado, com redução da pressão arterial sistólica para 190 mmHg. Constitui a próxima melhor etapa no manejo do quadro descrito:
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Tema central: Esta questão aborda o manejo inicial do paciente adulto em cetoacidose diabética (CAD) grave, com quadro de crise hipertensiva, contexto clínico frequente em UTIs. É fundamental reconhecer as prioridades do atendimento, baseando-se nas diretrizes nacionais e internacionais para CAD.

Justificativa da alternativa correta (E): Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024), o paciente com CAD deve ser monitorado rigorosamente quanto à função renal, dados cardíacos e avaliações neurológicas. A desidratação intensa e distúrbios hidro-eletrolíticos da CAD podem promover insuficiência renal aguda; monitorar enzimas cardíacas é necessário pelo risco de isquemia miocárdica, comum em diabéticos com hipertensão. Exames neurológicos seriados detectam precocemente edema cerebral ou deterioração do nível de consciência, complicações críticas da CAD.

Destaco um trecho da Diretriz: "Monitoramento contínuo do ritmo cardíaco e da função renal" e, ainda, "avaliação neurológica seriada" no contexto de CAD grave. Portanto, a alternativa E é a conduta preconizada (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2024, seção Monitoramento).

Análise das alternativas incorretas:

A) Solicitar tomografia de crânio só se houver alteração neurológica nova. O exame neurológico está normal; logo, não é indicação imediata.

B) A investigação toxicológica é válida em outras suspensões diagnósticas agudas, mas não há indícios sugerindo intoxicação aguda ou uso de drogas ilícitas neste caso específico.

C) A redução da PA deve ser gradual; diretrizes indicam controle mais lento numa emergência hipertensiva sem sinais de lesão de órgão-alvo. O paciente já teve redução relevante da PA, e a urgência é tratar a CAD e monitorar complicações.

D) Inserção de cateter invasivo é reservada para cenários de extrema labilidade hemodinâmica, não sendo indicado de rotina quando não há instabilidade significativa.

Estratégia para provas: Priorize cuidados intensivos de monitorização clínica e laboratorial em quadros agudos graves. Atenção às palavras-chave como: "exames seriados", "monitoramento", "complicações", pois frequentemente sinalizam as condutas corretas em emergências metabólicas.

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