Homem de 69 anos com história de hipertensão arterial aprese...

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Q3511307 Medicina
Homem de 69 anos com história de hipertensão arterial apresenta estado mental alterado e é diagnosticado com múltiplos infartos isquêmicos agudos posteriores, com subsequente compressão do quarto ventrículo. Ele é submetido a craniotomia suboccipital descompressiva emergente e internado na UTI. Ele permanece intubado em ventilação mecânica e no 12º dia de internação evolui com icterícia escleral ao exame físico. Exames séricos atuais: leucocitose; bilirrubina direta: 4,7 mg/dL; bilirrubina indireta: 2,0 mg/dL; fosfatase alcalina: 118 U/L; aspartato aminotransferase: 45 U/L; alanina aminotransferase: 38 U/L; lipase: 5 U/L. Sinais vitais: temperatura: 38,2 ºC; pressão arterial: 138 x 89 mmHg, frequência cardíaca: 97 bpm. A ultrassonografia abdominal revela cálculos biliares não obstrutivos; edema da parede da vesícula biliar (4 mm); ausência de líquido pericolecístico; incapacidade de avaliar o sinal de Murphy. A tomografia de abdome total revela fígado, pâncreas e ductos biliares de aparência normal. Nesse momento, o melhor próximo passo no manuseio desse paciente é
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial frente a paciente idoso, crítico, no 12° dia de UTI, evoluindo com icterícia e alterações laboratoriais indicativas de colestase. Nesses casos, a suspeita recai sobre colecistite aguda alitiásica, comum em pacientes graves e nem sempre evidenciada por exames iniciais.

Justificativa da alternativa correta (E): A cintilografia hepatobiliar com ácido iminodiacético (HIDA) é considerada o exame de maior acurácia para colecistite aguda quando a ultrassonografia é inconclusiva, como exemplifica o caso (achados inespecíficos e impossibilidade de avaliar o sinal de Murphy). Segundo o Manual MSD – Edição para Profissionais: "A cintilografia biliar é útil quando os resultados ultrassonográficos são ruins...". Estudo e diretrizes internacionais reforçam: o exame identifica falha de enchimento da vesícula biliar, sugerindo obstrução do ducto cístico e/ou disfunção da vesícula, usado justamente em pacientes em estado crítico.

Análise das alternativas incorretas:

A) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE): Indicada em obstrução de via biliar principal, suspeita de colédoco-litíase ou colangite – não é o quadro desse paciente, cujos ductos biliares estão normais nos exames.

B) Consulta cirúrgica para colecistostomia urgente: Reservada para diagnóstico já confirmado de colecistite aguda em pacientes graves ou não-candidatos à colecistectomia. O diagnóstico definitivo ainda depende de confirmação.

C) Consulta cirúrgica para colecistectomia urgente: Indicação apenas após confirmação diagnóstica. A cirurgia desnecessária deve ser evitada na ausência de certeza diagnóstica em paciente crítico.

D) Ressonância magnética de abdome: Útil em patologias biliares, mas na prática, não é o primeiro exame complementar nem possui sensibilidade superior ao HIDA para colecistite.

Estratégia de prova: Atenção à sequência diagnóstica: em casos críticos com imagem inconclusiva, o exame mais sensível para função da vesícula biliar é a cintilografia HIDA. Lembre-se de diferenciar indicações de CPRE e cirurgias emergenciais!

Resumo: O manejo racional exige acurácia diagnóstica antes de terapêutica invasiva. A cintilografia com HIDA é o passo certo neste contexto, confirmando ou excluindo colecistite aguda e guiando o tratamento.

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