Paciente de 70 anos de idade encontra-se intubada há 5 dias...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso envolve Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM) em paciente idosa, com múltiplos fatores de risco para patógenos multirresistentes (internação prolongada, residência em ILPI, antibioticoterapia recente). O quadro clínico típico inclui febre alta, leucocitose, hipotensão e secreção purulenta pelo tubo endotraqueal — sinalizando infecção pulmonar grave no contexto de ventilação invasiva.
Justificativa para a alternativa correta (A): O início do tratamento empírico deve cobrir germes Gram-negativos (inclusive Pseudomonas) e Gram-positivos resistentes como o MRSA. Segundo as Diretrizes Brasileiras para Tratamento das Pneumonias Hospitalares, seção "Tratamento Empírico Inicial": pacientes de risco elevado para patógenos multirresistentes devem receber esquemas de amplo espectro, como piperacilina-tazobactam e vancomicina. Assim, a alternativa A é a escolha correta, pois associa cobertura eficaz para Pseudomonas (piperacilina-tazobactam) e para MRSA (vancomicina).
Análise das alternativas incorretas:
B) Cefepima e daptomicina: Embora cefepima cubra Pseudomonas, a daptomicina NÃO deve ser usada em pneumonia, pois é inativada pelo surfactante pulmonar. Não cobre adequadamente MRSA em pulmão.
C) Ceftriaxona e azitromicina: Esquema típico de pneumonia comunitária, insuficiente contra patógenos multirresistentes comuns em PAVM. Não cobre Pseudomonas nem MRSA.
D) Ertapenem e clindamicina: O ertapenem não cobre Pseudomonas, patógeno relevante em PAVM. Clindamicina é pouco efetiva contra MRSA pulmonar.
E) Meropenem e cefepima: Ambos cobrem Pseudomonas, mas faltam cobertura efetiva para Gram-positivos resistentes (MRSA); risco de tratamento inadequado destes patógenos-chave.
Estratégias para provas: Atenção a fatores de risco para multirresistentes e escolha sempre regimes amplos em pacientes críticos. Observe detalhes como inativação de antibióticos pelo surfactante (daptomicina), espectro insuficiente (Ertapenem) e cobertura para MRSA (vancomicina).
Resumo prático: Segundo as Diretrizes Brasileiras, pg. 5: “O tratamento empírico inicial em pacientes com fatores de risco para infecção por patógenos multidroga-resistentes deve incluir uma combinação para Pseudomonas e MRSA.”
Referência: Diretrizes SBPT, UpToDate® e Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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