A aparência do osso cortical no exame de Ressonância magnét...
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Tema central: A questão aborda a apresentação do osso cortical nas imagens de ressonância magnética (RM), especificamente nas sequências T1 e T2. Saber identificar essas diferenças é fundamental para o Técnico em Radiologia interpretar exames e auxiliar na detecção de patologias ósseas.
Ponto-chave: O osso cortical é formado por matriz óssea densa e mineralizada, possuindo poucos prótons móveis (como água ou gordura). Na RM, o sinal é proporcional à quantidade de prótons móveis; logo, áreas com menos água ou gordura geram sinal baixo, ou seja, aparecem escuras na imagem.
Justificativa da alternativa correta (A — escuro e escuro):
Segundo obras clássicas de Radiologia, como o “Manual de Ressonância Magnética” (Westbrook, 2011), o osso cortical aparece hipointenso (escuro) tanto nas imagens T1 quanto nas T2, pois não há água ou gordura suficiente para gerar sinal.
Em T1, estruturas com muita gordura (como a medular óssea) aparecem claras, mas o osso cortical permanece escuro. Em T2, líquidos ficam brilhantes, mas o osso cortical persiste escuro devido à ausência de prótons livres.
Análise das alternativas incorretas:
B) Escuro e claro: Errado, pois não há mecanismo que faça o osso cortical aparecer claro em T2.
C) Claro e escuro: Ausência de gordura no cortical impede brilho em T1.
D) Claro e cinza claro: Faltam características no osso cortical para justificar brilho ou tons intermediários.
E) Cinza claro e escuro: Não traduz o real padrão hipointenso do tecido cortical em RM.
Estratégia de prova: Atenção ao termo osso cortical (não é medular). Alternativas que sugerem brilho em cortical em alguma das sequências são pegadinhas! Lembre-se: osso cortical sempre se mantém escuro, independentemente da ponderação.
Conforme citação literal do “Manual de Ressonância Magnética” (Westbrook, p. 116): “O osso cortical demonstra sinal muito baixo – aparece preto – tanto em T1 quanto em T2 devido ao seu conteúdo mínimo de prótons móveis.”
Resumo didático: O entendimento da aparência do osso cortical nas sequências de RM é essencial para evitar erros. Ao identificar áreas constantemente escuras em ambas as ponderações, facilita-se a correta interpretação dos exames e evita-se confusão com outros tecidos.
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