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Q1883508 Medicina
A neuroestimulação sacral para o tratamento da incontinência fecal consiste na modulação de impulsos elétricos na raiz nervosa
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Tema central: A questão aborda a neuroestimulação sacral como tratamento para incontinência fecal, técnica empregada em pacientes refratários a terapias conservadoras. O objetivo é modular impulsos elétricos em raízes nervosas específicas para restaurar o controle esfincteriano e sensibilidade anorretal.

Justificativa da alternativa correta (D – S3 ou S4):
As raízes nervosas S3 e S4 são fundamentais na inervação dos músculos do assoalho pélvico e dos esfíncteres anais. A neuromodulação sacral visa preferencialmente estes níveis anatômicos porque:

  • São responsáveis pelo controle voluntário e reflexo da continência (ação sobre esfíncter externo e musculatura do assoalho pélvico);
  • Estudos multicêntricos e revisões sistemáticas comprovam maior eficácia clínica quando estimula-se S3 e/ou S4;
  • Diretrizes da Sociedade Brasileira de Coloproctologia ressaltam estes níveis como padrão-ouro na técnica.

Conforme citado na literatura, “A neuromodulação sacral deve ser aplicada preferencialmente nos forames de S3, podendo ocasionalmente utilizar S4 em situações anatômicas específicas”. (SBPC, suplemento, 2025)

Análise das alternativas incorretas:

  • A) S1, apenas / B) S1 ou S2 / C) S2 ou S3: Erradas, pois S1 e S2 inervam principalmente estruturas mais altas dos membros inferiores e não têm papel relevante no controle fino anorretal. S2 pode ter participação coadjuvante, mas a principal é S3/S4.
  • E) S4 ou S5: Apesar de S4 ser alvo, S5 participa pouco da inervação anorretal, não sendo indicado estimular somente esse nível.

Dicas para provas:
A banca pode tentar confundir destacando múltiplas raízes. Lembre-se: a resposta correta associa-se à fisiologia detalhada do assoalho pélvico. Sempre priorize alternativas compatíveis com anatomia clínica e diretrizes da especialidade.

Resumo: A neuromodulação sacral para incontinência fecal atua principalmente em S3 e S4, com resultados comprovados e respaldo em órgãos de referência. Mantenha-se sempre atento às indicações anatômicas e fisiológicas do procedimento!

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A neuroestimulação sacral para o tratamento da incontinência fecal é um procedimento que envolve a modulação de impulsos elétricos na raiz nervosa. De acordo com a anatomia do sistema nervoso autônomo, a inervação do reto e do esfíncter anal interno é fornecida principalmente pelos nervos sacrais S2 a S4, mas é o S3 e S4 que são mais comumente associados à incontinência fecal e, portanto, são os alvos mais frequentes para a neuroestimulação sacral. A raiz nervosa S1 está mais associada às funções motoras e sensoriais das pernas enquanto S2 tem alguma função na incontinência fecal, mas não tanto quanto S3 e S4. S5 e acima não têm relevância direta para a incontinência fecal, tornando a opção D ("S3 ou S4") a resposta correta para essa questão.

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