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Q1883506 Medicina
O procedimento de Ripstein foi publicado originalmente em 1952 para o tratamento do prolapso retal, sendo posteriormente modificado.

A principal complicação pós-operatória que incentivou essa modificação é 
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Tema central: A questão aborda complicações do procedimento de Ripstein, técnica criada para tratar o prolapso retal por meio de fixação do reto ao sacro usando tela protética. Reconhecer os motivos de modificação da técnica original faz parte do conhecimento fundamental do proctologista.

Justificativa da alternativa correta (C – obstrução retal):

A principal complicação que levou à modificação da técnica de Ripstein foi a obstrução retal. A tela implantada posteriormente ao reto criava, ao longo do tempo, uma estenose no lúmen retal, dificultando a passagem das fezes e levando a sintomas graves de constipação e evacuação incompleta. Este efeito adverso resultou de tensão excessiva ou da compressão produzida pela própria tela. Segundo o manual "Prolapso Retal" da Sociedade Brasileira de Coloproctologia: “Procedimentos retopexicos com tela podem evoluir com obstrução retal devido ao grau de fixação e compressão realizada pela tela” (SBCP, 2020).

Estudos publicados em fontes como UpToDate e consensos internacionais corroboram que a elevação da taxa de obstrução pós-operatória foi decisiva para o desenvolvimento de técnicas alternativas, como a retopexia sem tela ou modificações menos restritivas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Recidiva do prolapso retal: Apesar de relevante, não foi o maior motivo de modificação da técnica Ripstein, já que o índice de recidiva era aceitável inicialmente. Outras técnicas perineais desafiam a taxa de recidiva, mas não foi o foco da principal modificação da Ripstein.

B) Extrusão da tela: Complicação possível, mas ocorre com baixa frequência nesta técnica, não sendo o incentivo principal para alterações.

D) Abscesso pélvico: Rara nessa abordagem. Infecções graves são pouco documentadas na literatura sobre Ripstein e não motivaram mudanças cirúrgicas substanciais.

E) Hemorragia: Pode ocorrer em qualquer procedimento cirúrgico, porém não é específica ou frequente na ripsteiniana ao ponto de justificar mudança da técnica.

Estratégia de prova: Observe que a explicação do enunciado tratava de “modificações” baseadas na principal complicação. Palavras-chave como “principal” e associação direta com o procedimento devem direcionar para respostas fundamentadas em fisiopatologia típica da técnica. Pegadinhas usuais envolvem complicações menos frequentes.

Resumo: A obstrução retal foi a complicação-chave da técnica de Ripstein, justificando as mudanças cirúrgicas subsequentes. Mantenha-se atento à especificidade do efeito adverso em cada técnica ao estudar cirurgias colorretais.

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O procedimento de Ripstein é uma cirurgia realizada para tratar o prolapso retal, que é quando a última parte do intestino grosso (reto) desliza para fora do ânus. Originalmente, o procedimento envolvia a fixação do reto à parede anterior do sacro usando uma tela sintética. No entanto, uma das principais complicações pós-operatórias que surgiram foi a obstrução retal, que é a resposta correta (opção C). A obstrução retal ocorre quando há uma obstrução no intestino que impede a passagem normal das fezes. Isso pode causar dor, inchaço e outros problemas digestivos. Como resultado dessas complicações, o procedimento de Ripstein foi modificado para tentar reduzir a incidência de obstruções retais pós-operatórias.

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