Sônia, 43 anos, assintomática, tem diagnóstico recente de h...
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Tema central: A questão aborda a avaliação inicial de rotina da hipertensão arterial sistêmica (HAS), aspecto fundamental da prática clínica, especialmente para o médico clínico que atua na atenção primária. A escolha dos exames complementares adequados é essencial para:
- Identificação de fatores de risco cardiovascular associados
- Pesquisa de lesão em órgãos-alvo
- Detecção de possíveis causas secundárias de HAS
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B contempla exatamente os exames recomendados para todo paciente com diagnóstico recente de hipertensão, segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (Quadro 4.4):
- Análise de urina: rastreia proteinúria, possível lesão renal.
- Potássio plasmático: avalia alterações eletrolíticas, que podem sugerir hiperaldosteronismo.
- Creatinina e estimativa do ritmo de filtração glomerular (RFG): investigam função renal.
- Glicemia de jejum: identifica ou exclui diabetes mellitus.
- Lipidograma (colesterol total, HDL, triglicérides): avalia risco cardiovascular global.
- Ácido úrico: hiperuricemia pode estar associada a complicações.
- Eletrocardiograma (ECG): detecta arritmias e sinais de lesão cardíaca.
Na prática, todos esses exames são rotina e não devem ser substituídos por exames mais complexos nesse momento.
Análise das alternativas incorretas:
- A: inclui ecocardiograma (não é exame de rotina), proteinúria de 24h (restrita a casos com alteração urinária) e ureia (menos sensível que creatinina).
- C: mistura exames não recomendados na rotina (hormônios tireoidianos, ecocardiograma), além da ureia, que deixou de ser exigida como rotina.
- D: hemograma, TSH, clearance de creatinina, glicemia pós-prandial e RX de tórax não são exames essenciais iniciais, e clearance foi substituído pelo RFG estimado.
Dica de prova: Fique atento quando o enunciado menciona "de rotina" ou "inicial" – busque sempre os exames básicos, focados nos principais órgãos-alvo da hipertensão. Exames de maior complexidade só são úteis se houver suspeita clínica ou achados específicos!
Referência: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, SBC, Quadro 4.4: “Análise de urina, potássio plasmático, creatinina, glicemia de jejum, colesterol total, HDL, triglicerídeos, ácido úrico, ECG e estimativa de RFG devem ser realizados em todo novo caso de HAS.”
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