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Q1654737 Medicina

Paulo, 23 anos, procura atendimento no Pronto Socorro com quadro de febre, exantema, poliartralgia, mialgia, cefaleia retro orbitária, prostração, náuseas e dois episódios de vômitos, que iniciou há 3 dias; há algumas horas apresentou piora do quadro com dor abdominal de forte intensidade. Ao exame apresenta prova do laço positiva. Está hemodinamicamente estável. Exames laboratoriais: Hematócrito – 50,2 % e Plaquetas – 90 mil/mm³.


Diante desse quadro clínico a conduta mais adequada é:

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Tema central: O caso aborda o manejo clínico da dengue com sinais de alarme em um paciente jovem, focando na decisão correta sobre internação e monitoramento intensivo, conforme os protocolos nacionais.

Análise do enunciado: Paulo apresenta febre, mialgia, poliartralgia, cefaleia retro orbitária, vômitos, prostração e, crucialmente, dor abdominal intensa, prova do laço positiva, plaquetopenia (90.000/mm³) e hematócrito elevado (50,2%). Esses são marcadores clássicos de dengue com sinais de alarme.

Justificativa para a alternativa correta (C):

Segundo o Ministério da Saúde (2023), no documento “Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança”, “os pacientes com sinais de alarme devem ser classificados no Grupo C e necessitam de internação para monitoramento e tratamento adequado. A hidratação intravenosa deve ser iniciada imediatamente, com reavaliação clínica e laboratorial frequente para monitorar a evolução do quadro.”

Sintomas como dor abdominal intensa e dados laboratoriais (hematócrito elevado e plaquetopenia) aumentam o risco de choque hipovolêmico e complicações. Por isso, a conduta correta é:

  • Internação hospitalar;
  • Hidratação venosa imediata;
  • Repetição precoce de exames – hematócrito (em 4h) e plaquetas (em 12h).

Portanto, a alternativa C está em conformidade com as melhores práticas e é a única adequada.

Crítica às alternativas incorretas:

  • A e B: Orientam pela alta, mas há risco iminente de agravamento. Nunca se deve liberar paciente com sinais de alarme.
  • D: Sugere internação e hidratação, porém falha na precocidade do monitoramento laboratorial. Retardar a repetição do hematócrito para 12 horas pode atrasar o diagnóstico do agravamento.

Estratégias para interpretação:

Em concursos, atenção especial aos sinais de alarme (dor abdominal, vômitos persistentes, prova do laço positiva, alteração de hematócrito e plaquetas). Priorize sempre a conduta que garanta monitoramento intensivo nesses casos. Palavras como “alta hospitalar” descartam a alternativa.

Referências fundamentais: Ministério da Saúde, UpToDate, Harrison (Princípios de Medicina Interna), todos são unânimes sobre a necessidade de hospitalização imediata ao identificar sinais de alarme na dengue.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C, que indica a internação hospitalar com prescrição de hidratação venosa imediata e repetição do hematócrito em 4 horas e das plaquetas em 12 horas. Isso porque o paciente apresenta sinais e sintomas sugestivos de dengue, uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode levar a complicações graves como a síndrome do choque da dengue. A prova do laço positiva e a queda das plaquetas indicam risco de sangramento, o que torna a hidratação venosa essencial para evitar essa complicação. A repetição dos exames em curtos intervalos de tempo é necessária para monitorar a evolução da doença. A alta hospitalar nesse caso não é indicada, pois o paciente apresenta dor abdominal de forte intensidade e pode necessitar de intervenção cirúrgica em caso de complicação.

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