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Homem de 30 anos, vítima de ferimento por arma branca em he...

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Q4156472 Medicina
Homem de 30 anos, vítima de ferimento por arma branca em hemitórax esquerdo, chega à emergência com PA: 80/40 mmHg, FR: 30 irpm, murmúrio vesicular abolido à esquerda, turgência jugular e abaulamento de hemitórax. Após drenagem torácica, exteriorizam-se cerca de 1.800 mL de sangue. Qual a conduta mais indicada? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso mostra trauma torácico penetrante com choque e drenagem torácica inicial de 1.800 mL de sangue, valor acima do critério clássico de hemotórax maciço (débito inicial >= 1.500 mL), o que indica toracotomia de emergência imediata para controle cirúrgico da hemorragia.

Tema central: Hemotórax maciço traumático
Análise das alternativas
A
Errada
Radiografia de tórax em dois decúbitos está errada porque não altera a conduta em um paciente com choque e critério já estabelecido de toracotomia por hemotórax maciço. O problema médico já foi definido funcionalmente pelo dreno: há hemorragia intratorácica maciça. Pedir exame de imagem nessa etapa atrasaria o controle do sangramento.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o dado decisivo do caso é a exteriorização imediata de 1.800 mL de sangue após a drenagem torácica. Em trauma torácico, esse débito inicial elevado pelo dreno caracteriza hemotórax maciço e constitui indicação clássica de toracotomia de urgência, especialmente quando há instabilidade hemodinâmica. Depois que o dreno mostra hemorragia intratorácica maciça, a prioridade deixa de ser investigação complementar e passa a ser hemostasia cirúrgica e ressuscitação.
C
Errada
Toracocentese com agulha grossa é medida descompressiva para pneumotórax hipertensivo. Aqui essa etapa já foi superada, porque o enunciado informa que a drenagem torácica foi realizada. Além disso, a saída de 1.800 mL de sangue redefine o quadro como hemotórax maciço hemorrágico com indicação de toracotomia, não de nova punção.
D
Errada
Broncoscopia diagnóstica imediata está errada porque não é o exame que resolve hemorragia pleural traumática maciça em paciente instável e não deve anteceder o controle cirúrgico. O enunciado não sustenta lesão brônquica como foco principal; ao contrário, o dado objetivo é sangramento pleural maciço demonstrado pelo dreno, que já configura indicação operatória.
E
Errada
Lavado peritoneal diagnóstico está errado porque a fonte do choque já foi identificada no tórax: hemorragia maciça demonstrada pela drenagem. Nesse contexto, a prioridade técnica é toracotomia para controle da hemorragia intratorácica. A base não permite afirmar lesão abdominal associada relevante, e investigá-la antes da hemostasia torácica atrasaria a conduta necessária.
Pegadinha da questão
A banca induz o candidato a fixar nos sinais iniciais que lembram hipertensão intratorácica, mas a decisão deve ser tomada com base no que aconteceu após a drenagem: a saída imediata de 1.800 mL de sangue, que é o dado que muda a conduta para toracotomia.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma torácico, depois da drenagem, reavalie a conduta pelo débito inicial do dreno; volume >= 1.500 mL é critério clássico de toracotomia.
  • Se houver choque e hemorragia intratorácica maciça já demonstrada, a prioridade é controle cirúrgico da fonte, não exame complementar.
  • Não mantenha raciocínio preso à hipótese inicial se um dado subsequente mais forte redefine o quadro e a conduta.
  • Diferencie medida descompressiva de tratamento definitivo: toracocentese serve para pneumotórax hipertensivo; hemotórax maciço com grande débito no dreno exige abordagem cirúrgica.

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