Paciente de 60 anos, sem comorbidades, com adenocarcinoma gá...

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Q4156453 Medicina
Paciente de 60 anos, sem comorbidades, com adenocarcinoma gástrico distal T2N1M0 confirmado por estadiamento clínico. Está indicada cirurgia com intenção curativa. Com base nas diretrizes atuais e evidência científica, qual deve ser a conduta padrão em relação à linfadenectomia?
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Pelas diretrizes citadas na base, tumores gástricos cT2-T4 ou cN+ com intenção curativa devem receber linfadenectomia D2; como o caso é adenocarcinoma gástrico distal cT2N1M0 ressecável, a conduta padrão é D2, preferencialmente em equipe experiente, o que torna a alternativa E a correta.

Tema central: Linfadenectomia no câncer gástrico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque D3 não é obrigatória de rotina por histologia indiferenciada. O determinante da extensão padrão, segundo a base, é o estádio clínico e a ressecabilidade. Para cT2N1M0, o padrão é D2. Ampliar para D3 com base apenas em indiferenciação histológica não é sustentado pela diretriz usada na questão.
B
Errada
Está errada porque a afirmação é absoluta e contradiz a base. A linfadenectomia tem papel oncológico no estadiamento e no controle locorregional, e a base ainda registra benefício em seguimentos longos quando a D2 é adequadamente realizada. Por isso, não se pode dizer que ela não interfere na sobrevida global.
C
Errada
Está errada porque D0 não é tratamento oncológico curativo padrão, nem mesmo para T1N0. A base é explícita ao reservar D1/D1+ para cT1N0, além de admitir tratamento endoscópico em casos muito selecionados. Portanto, D0 representa dissecção inadequada do ponto de vista oncológico.
D
Errada
Está errada porque transforma uma possível vantagem de menor morbidade em regra universal. A escolha da extensão da linfadenectomia depende do estádio. No cenário cT2N1M0, D1 é insuficiente como padrão oncológico, já que as diretrizes indicam D2 para tumores cT2-cT4 ou cN+.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o caso não é de doença inicial: há tumor cT2 e comprometimento linfonodal clínico N1. Esse perfil enquadra o paciente no grupo em que a linfadenectomia D2 é o padrão oncológico recomendado nas diretrizes contemporâneas para câncer gástrico ressecável. A ressalva de execução por equipe experiente também é parte do critério correto, porque a adequação da D2 depende de treinamento e volume institucional, com impacto na morbidade quando mal realizada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a indicação de D1/D1+ para doença muito inicial cT1N0 e o caso apresentado, que é cT2N1M0; também testa se o candidato lembra que D2 é o padrão apenas quando vinculada à execução por equipe experiente, e não se deixa levar pela ideia de que maior extensão obrigatoriamente seria D3.
Dica para questões semelhantes
  • Defina primeiro se o caso é cT1N0 ou se já é cT2-T4 e/ou cN+; essa separação costuma decidir entre D1/D1+ e D2.
  • Não aceite D0 como padrão curativo oncológico para câncer gástrico ressecável.
  • D3 não é rotina obrigatória; maior extensão não substitui o critério de indicação baseado em estádio.
  • Quando a alternativa trouxer D2, verifique se ela inclui a condição de equipe experiente ou centro especializado.

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