Mulher de 85 anos de idade, institucionalizada por Doença de...
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Tema central: A questão trata do tratamento do prolapso genital estádio IV (prolapso total) em mulher idosa com múltiplas comorbidades (Doença de Alzheimer avançada), situação frequentemente encontrada em provas de concursos para ginecologia e obstetrícia, especialmente com foco em assistência à paciente idosa e vulnerável.
Justificativa para a alternativa correta (E):
A escolha do pessário vaginal como tratamento inicial é fundamentada na necessidade de abordagem conservadora em pacientes com elevado risco cirúrgico e expectativa de vida limitada. Segundo o Manual de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da FEBRASGO: “O uso de pessários vaginais é uma opção conservadora eficaz, especialmente em pacientes idosas ou com comorbidades que contraindiquem a cirurgia.” O pessário reposiciona os órgãos pélvicos, aliviando a obstrução uretral, restabelecendo o eixo vaginal e permitindo a micção espontânea, sem os riscos e recuperação prolongada inerentes aos procedimentos cirúrgicos.
Além disso, estudos científicos reforçam seu benefício: o pessário anel atenuou sinais e sintomas de prolapso em seguimento prolongado e melhorou a qualidade de vida em mulheres idosas, com baixo índice de complicações (revistas.usp.br, anais.sobest.com.br).
Análise das alternativas incorretas:
A) Sondagem vesical intermitente até condição cirúrgica: Inadequada para prolapso genital, pois não corrige o fator anatômico; além disso, manter sondagem predispõe infecções urinárias em paciente institucionalizada e idosa.
B) Colpocleise total + pregueamento da fáscia: Embora a colpocleise seja alternativa cirúrgica conservadora para idosas, envolve anestesia e procedimentos cirúrgicos, contraindicados em pacientes com alto risco anestésico. O pessário deve ser, sempre que possível, primeira escolha em idosas frágeis.
C) Histerectomia vaginal com elevação do colo vesical: Trata-se de procedimento cirúrgico extensivo, não recomendado nesse perfil de paciente devido ao elevado risco-perioperatório e limitada expectativa funcional.
D) Colposacrofixação com preservação uterina: Também é procedimento extenso, contraindicado em pacientes frágeis e institucionalizadas, sendo indicado apenas a mulheres jovens e saudáveis.
Pegadinha/ponto-chave: O candidato deve atentar para o contexto clínico: idade, dependência funcional e comorbidades exigem soluções menos invasivas. As alternativas cirúrgicas, embora resolutivas, são arriscadas para essa paciente.
Resumo: O pessário vaginal é seguro, eficaz e recomendado para prolapso genital em idosas frágeis, conforme preconizado nas principais diretrizes nacionais e internacionais.
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