Primigesta, 29 semanas, refere sangramento vaginal há 1 hora...
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Tema central da questão: A questão aborda a profilaxia da isoimunização Rh(D) em gestante Rh-negativa frente a um episódio de sangramento vaginal durante a gestação.
Contextualizando: Gestantes Rh-negativas podem se sensibilizar se expostas a hemácias fetais Rh-positivas, principalmente em situações de sangramento vaginal, procedimentos invasivos ou no parto. Essa sensibilização pode resultar em doença hemolítica fetal/neonatal em gestações futuras, motivando a profilaxia com imunoglobulina anti-D.
Por que a alternativa correta é a D (“imediatamente”)?
De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, “para mães não sensibilizadas (Coombs indireto negativo), deve-se proceder à administração de 300 μg de imunoglobulina anti-D (…) até 72 horas após procedimento/evento (que leve ao risco de sensibilização materna)”, incluindo sangramento vaginal (p. 220-221). A aplicação deve ser feita assim que possível, preferencialmente imediatamente após o evento, para maior eficácia. Estudos reforçam que tal conduta reduz drasticamente a sensibilização e, consequentemente, o risco de doença hemolítica nas próximas gestações.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) “se teste de Coombs direto for negativo”: INCORRETO. O Coombs direto avalia hemácias do recém-nascido e não da gestante. O que importa na prevenção é o Coombs indireto, e a profilaxia independe do resultado do Coombs direto.
B) “se Coombs indireto for positivo”: INCORRETO. Se a gestante já possui Coombs indireto positivo (já sensibilizada), a imunoglobulina não previne mais sensibilização. A indicação é para mães não sensibilizadas.
C) “se tipagem do parceiro for AB ou B, Rh negativo”: ERRADO. O risco depende do fator Rh do parceiro (Rh+ ou Rh-), mas na prática obstétrica a imunoglobulina é administrada sempre que houver risco, sem aguardar resultados do parceiro, devido à necessidade de resposta rápida.
E) “se houver novo sangramento ativo em intervalo menor que 2 horas”: FALSA. O critério é o evento de risco, não a frequência. O ideal é aplicar a profilaxia a cada episódio relevante ou controlar doses conforme volume estimado de hemácias fetais.
Dica de concurso: Sempre priorize condutas preventivas diante de evento de risco em gestantes Rh-, independentemente de confirmatórios laboratoriais ou informações do parceiro. Fique atento: provas frequentemente usam pegadinhas relacionadas ao Coombs!
Conclusão: A alternativa D) imediatamente está totalmente em acordo com protocolos nacionais e internacionais e deve ser memorizada como conduta padrão em casos de sangramento na gestação de gestante Rh-negativa.
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