Mulher de 53 anos de idade, teve câncer lobular de mama esqu...
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O tema central desta questão é o manejo do espessamento endometrial em uma paciente que está em uso de tamoxifeno, com antecedentes de câncer de mama. O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, é conhecido por aumentar o risco de alterações endometriais, incluindo hiperplasia e câncer. Portanto, é essencial avaliar adequadamente um ultrassom que mostre espessamento endometrial.
Justificativa para a alternativa correta (A): A observação clínica é a conduta mais adequada neste cenário. O principal raciocínio clínico é que, apesar do espessamento endometrial, a paciente não apresenta sintomas como dor, corrimento ou sangramento vaginal. Além disso, o espessamento endometrial poderia ser secundário a um pólipo, uma condição benigna, especialmente em pacientes assintomáticas e em uso de tamoxifeno. Monitorar clinicamente com acompanhamento regular pode ser suficiente, a menos que novos sintomas se desenvolvam.
Análise das alternativas incorretas:
B - Histeroscopia diagnóstica pensando em carcinoma endometrial: Essa alternativa é mais invasiva e geralmente indicada se houver sintomas ou outros fatores de alto risco para câncer endometrial. No caso dessa paciente, sem sintomas e com controle oncológico mamário negativo, essa abordagem não é justificada no momento.
C - Biópsia ambulatorial de endométrio pela hipótese de hiperplasia endometrial atípica: A biópsia de endométrio é indicada se houver suspeita de hiperplasia atípica, especialmente em presença de sangramento anormal. No contexto apresentado, sem sintomas adicionais, a biópsia imediata pode ser excessiva.
D - Ressonância magnética da pelve para avaliar comprometimento neoplásico do miométrio: A ressonância magnética é uma ferramenta valiosa, mas sua indicação aqui é inadequada, pois a paciente está assintomática e a indicação principal não é avaliar miométrio em casos de espessamento endometrial.
E - Histeroscopia cirúrgica para retirada de provável mioma submucoso: Sem indicação clara de mioma no ultrassom ou sintomas correspondentes, a abordagem cirúrgica é prematura e não corresponde ao quadro clínico apresentado.
Para questões como esta, é crucial identificar o contexto clínico do paciente e correlacioná-lo com o tratamento atual, no caso o uso de tamoxifeno. Diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Mastologia e estudos no UpToDate podem fornecer informações adicionais relevantes.
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