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Q1008432 Medicina
Mulher de 34 anos de idade, com dor em baixo ventre há dois dias. Está em bom estado geral, sem náuseas ou vômitos. Observa-se febre (38,5 °C), corrimento vaginal aumentado de aspecto purulento, leucocitose e aumento de PCR e VHS. Há dor a mobilização do colo do útero e a ultrassonografia pélvica mostra pequena quantidade de líquido em escavação retouterina, sem outros achados. Indica-se
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o manejo clínico da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) em uma paciente jovem com quadro sugestivo, sem sinal de gravidade ou complicação. É fundamental reconhecer sintomas clássicos de DIP, como dor pélvica, febre, corrimento purulento e alteração inflamatória laboratorial, para propor a conduta baseada nas diretrizes.

Justificativa para a alternativa correta (D): A conduta correta perante DIP leve a moderada, sem abscessos pélvicos e com paciente em bom estado geral, é tratamento ambulatorial imediato visando evitar complicações graves. Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (p. 187 e 188), recomenda-se ceftriaxona 500 mg IM dose única (algumas fontes aceitam 250 mg, mas 500 mg é preconizado) mais doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 14 dias, podendo acrescentar metronidazol. A reavaliação precoce (3 dias) é essencial para monitorar evolução.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

A) Ciprofloxacina não cobre adequadamente N. gonorrhoeae e C. trachomatis. Não é esquema preconizado em diretrizes atuais.

B) Laparoscopia diagnóstica é indicação rara e reservada a quadros atípicos ou refratários; iniciar antibiótico por via EV indiscriminadamente, sem gravidade, é desnecessário.

C) Clindamicina + gentamicina EV é voltado para DIP grave, com sepse ou abscesso, não sendo tomado em casos leves.

E) Culdocentese é rara na prática, indicada apenas se suspeita de abscesso pélvico ou líquido infectado volumoso.

Estratégias para provas: Fique atento à gravidade do quadro; em pacientes hígidos, sem complicação, a conduta é ambulatorial, sem internação ou cirurgias. Cuidado com nomes de antibióticos não indicados e procedimentos invasivos não justificados.

Evidências e referências: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis - Ministério da Saúde (p. 187-188).

Conclusão: O correto é alternativa D; a conduta reflete o padrão ouro para manejo inicial ambulatorial de DIP leve-moderada.

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Comentários

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A opção correta é a alternativa D: ceftriaxona 250 mg em dose única mais doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 14 dias. Reavaliar em 3 dias. A paciente apresenta um quadro de doença inflamatória pélvica (DIP), que é uma infecção do trato genital superior que pode incluir endometrite, salpingite, abscesso tubo-ovariano e peritonite pélvica. Os sintomas incluem dor pélvica, corrimento vaginal, febre e leucocitose. O tratamento deve ser iniciado imediatamente para prevenir complicações, como infertilidade e dor pélvica crônica. A opção D é a mais adequada, pois a ceftriaxona é um antibiótico de amplo espectro que é eficaz contra os agentes causais mais comuns da DIP, como a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis. A doxiciclina é um antibiótico que age contra outras bactérias comuns na DIP e é eficaz na cobertura de infecções por clamídia e micoplasma. A reavaliação em 3 dias é importante para avaliar a resposta ao tratamento e a necessidade de ajuste terapêutico.

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