Em relação à histeroscopia cirúrgica,
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Tema central: A questão aborda histeroscopia cirúrgica, um procedimento minimamente invasivo fundamental na ginecologia moderna, utilizado para diagnóstico e tratamento de diversas afecções uterinas, como pólipos, miomas submucosos, septos e sinéquias (aderências intrauterinas).
Justificativa para a alternativa correta (B):
O endométrio apresenta duas camadas: funcional (descamada no ciclo menstrual) e basal (responsável por regenerar a camada funcional). Procedimentos histeroscópicos que ultrapassam a camada basal aumentam consideravelmente o risco de complicações, notadamente perfuração uterina e formação de sinéquias. Tal conduta é contraindicada e deve ser evitada, conforme preconizam referências como as diretrizes da Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) e bibliografias clássicas, a exemplo de Berek & Hacker's Gynecology. Estudos revisados no UpToDate também reforçam esse cuidado.
Portanto, limitar a ressecção à camada funcional é fundamental.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Sinéquias uterinas (Síndrome de Asherman) são, na verdade, uma indicação clássica para a histeroscopia, inclusive na variante cirúrgica, justamente para lise (recorte) das aderências. Deve-se apenas atenção ao risco de perfuração, que é manejado com técnica adequada.
C) Incorreta. O sangramento uterino anormal pode, sim, ser indicação de histeroscopia, inclusive para biópsia dirigida em casos suspeitos de malignidade. O procedimento permite avaliação direta e precisa de lesões suspeitas.
D) Incorreta. O manitol é utilizado como meio de distensão em sistemas monopolares, não bipolares. No sistema bipolar, utiliza-se solução salina, sendo esta mais segura e fisiológica.
E) Incorreta. Septo uterino não é contraindicação – é, ao contrário, uma indicação de histeroscopia cirúrgica, pois o septo pode ser incisado por via histeroscópica, melhorando a anatomia uterina e a fertilidade.
Dica de prova: Atenção à interpretação de termos técnicos. Palavras como "contraindicação", "não deve ser usada" ou associações incorretas de meios de distensão são pegadinhas frequentes. Leia as alternativas cuidadosamente e associe sempre com sua prática clínica e protocolos atualizados.
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