Em relação à histeroscopia cirúrgica,

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Q1008431 Medicina
Em relação à histeroscopia cirúrgica,
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Tema central: A questão aborda histeroscopia cirúrgica, um procedimento minimamente invasivo fundamental na ginecologia moderna, utilizado para diagnóstico e tratamento de diversas afecções uterinas, como pólipos, miomas submucosos, septos e sinéquias (aderências intrauterinas).

Justificativa para a alternativa correta (B):

O endométrio apresenta duas camadas: funcional (descamada no ciclo menstrual) e basal (responsável por regenerar a camada funcional). Procedimentos histeroscópicos que ultrapassam a camada basal aumentam consideravelmente o risco de complicações, notadamente perfuração uterina e formação de sinéquias. Tal conduta é contraindicada e deve ser evitada, conforme preconizam referências como as diretrizes da Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) e bibliografias clássicas, a exemplo de Berek & Hacker's Gynecology. Estudos revisados no UpToDate também reforçam esse cuidado.

Portanto, limitar a ressecção à camada funcional é fundamental.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Sinéquias uterinas (Síndrome de Asherman) são, na verdade, uma indicação clássica para a histeroscopia, inclusive na variante cirúrgica, justamente para lise (recorte) das aderências. Deve-se apenas atenção ao risco de perfuração, que é manejado com técnica adequada.

C) Incorreta. O sangramento uterino anormal pode, sim, ser indicação de histeroscopia, inclusive para biópsia dirigida em casos suspeitos de malignidade. O procedimento permite avaliação direta e precisa de lesões suspeitas.

D) Incorreta. O manitol é utilizado como meio de distensão em sistemas monopolares, não bipolares. No sistema bipolar, utiliza-se solução salina, sendo esta mais segura e fisiológica.

E) Incorreta. Septo uterino não é contraindicação – é, ao contrário, uma indicação de histeroscopia cirúrgica, pois o septo pode ser incisado por via histeroscópica, melhorando a anatomia uterina e a fertilidade.

Dica de prova: Atenção à interpretação de termos técnicos. Palavras como "contraindicação", "não deve ser usada" ou associações incorretas de meios de distensão são pegadinhas frequentes. Leia as alternativas cuidadosamente e associe sempre com sua prática clínica e protocolos atualizados.

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A resposta correta para a questão é a alternativa B, que afirma que ultrapassar a camada basal do endométrio aumenta o risco de complicações, como perfuração uterina. A histeroscopia cirúrgica é um procedimento minimamente invasivo que permite diagnosticar e tratar problemas do útero e da cavidade uterina. Durante a realização desse procedimento, é importante não ultrapassar a camada basal do endométrio, pois isso pode levar a complicações, como a perfuração uterina. Por isso, é fundamental que o procedimento seja realizado por um profissional experiente e que as condições clínicas da paciente sejam avaliadas antes da indicação da histeroscopia cirúrgica.

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