Homem, 75 anos, apresenta infarto agudo do miocárdio com su...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Trata-se da indicação do cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz) em pacientes com choque cardiogênico pós-infarto agudo do miocárdio, avaliando critérios clínicos para o uso da monitorização invasiva.
Justificativa para a alternativa correta (E – Choque persistente):
A monitorização hemodinâmica invasiva com o cateter de Swan-Ganz está indicada exclusivamente quando o choque cardiogênico se mantém persistente apesar das intervenções iniciais. Nessas situações, o Swan-Ganz permite avaliar dados como pressão capilar pulmonar, débito cardíaco e resistência vascular sistêmica, essenciais para ajuste preciso da terapia, identificar complicações e guiar condutas (ajuste de drogas vasoativas, volume, suporte circulatório).
De acordo com as Diretrizes Brasileiras para Insuficiência Cardíaca Aguda (SBC, 2021), p. 856: “A monitorização invasiva só deve ser empregada em casos refratários ou com resposta insatisfatória às medidas iniciais.” Ou seja, não está indicada rotineiramente, mas sim em casos selecionados, como choque refratário ou persistente.
Análise das alternativas incorretas:
A) Disfunção do ventrículo direito no ecocardiograma: O diagnóstico de disfunção ventricular é feito principalmente por ecocardiografia. O uso do Swan-Ganz pode complementar, mas não é obrigatório em toda disfunção de VD se o quadro clínico estiver controlado.
B) Presença de sopro sistólico em foco mitral: Um sopro, isoladamente, pode denotar ruptura de músculo papilar ou insuficiência mitral aguda. No entanto, a indicação do Swan-Ganz depende da repercussão hemodinâmica, e não apenas do achado auscultatório.
C) Em todos os pacientes que evoluem em choque cardiogênico: Esta alternativa está errada por ampliar indevidamente a indicação. Não se recomenda uso universal; o Swan-Ganz é reservado para casos de resposta inadequada ao tratamento inicial, evitando riscos desnecessários de procedimentos invasivos.
D) Presença de congestão pulmonar: A congestão pode ser avaliada de forma não invasiva (exame físico, RX, ecocardiograma). O Swan-Ganz é reservado para situações em que a congestão está associada a instabilidade refratária.
Dica estratégica: Em questões de concurso, atenção a palavras como “todos” ou indicações genéricas. Indicadores clínicos de falha no tratamento ou evolução refratária são geralmente a chave para justificativas de intervenções invasivas.
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