Homem, 76 anos, infarto agudo do miocárdio com supradesnivel...
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Tema central: Esta questão aborda o fenômeno do no-reflow durante a intervenção coronariana percutânea (ICP) em infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST). O no-reflow caracteriza-se pela ausência de reperfusão adequada do miocárdio mesmo após desobstrução mecânica da artéria epicárdica. Este fenômeno é clinicamente relevante devido à sua associação com maior tamanho de infarto, pior função ventricular e aumento de mortalidade.
Justificativa da alternativa correta (D – Trombo angiográfico): A presença de trombo angiográfico é o fator relacionado ao maior risco para o fenômeno de no-reflow. Isso ocorre porque durante a ICP, especialmente em artérias com carga trombótica elevada, a manipulação do trombo pode levar à microembolização de partículas trombóticas para a microcirculação. Essas microêmbolos obstruem capilares e arteríolas miocárdicas, resultando em perfusão inadequada. Segundo revisão no International Journal of Cardiology e diretrizes da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, a presença de trombo na angiografia é um forte preditor independente de no-reflow.
Exemplo clínico prático: Em pacientes com IAMCSST e carga trombótica alta, são frequentemente necessários dispositivos de aspiração de trombo ou estratégias farmacológicas para tentar prevenir no-reflow.
Análise das alternativas incorretas:
A) Contagem elevada de plaquetas: Não há correlação direta entre plaquetose isolada e maior risco de no-reflow. O impacto está relacionado à atividade plaquetária, não apenas à contagem.
B) Menor tempo até a reperfusão: Contrariamente, quanto menor o tempo até a reperfusão, menor o risco de no-reflow, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde (“Tempo porta-balão reduz mortalidade e complicações”, PCDT IAMCSST, p.13).
C) Hipoglicemia no momento da intervenção: Não é reconhecida como fator de risco para no-reflow; distúrbios glicêmicos afetam prognóstico, mas não diretamente este fenômeno.
E) Stent farmacológico de primeira geração: Apesar dos riscos de reestenose e trombose, não há associação clara com aumento de no-reflow em relação ao stent convencional ou de última geração.
Dicas de prova: Fique atento a termos como “trombo angiográfico” e “microembolização”, muitas vezes usados como pegadinhas para induzir ao raciocínio correto. Priorize fatores diretamente relacionados à fisiopatologia do fenômeno no-reflow.
Resumo final: D) Trombo angiográfico é a alternativa correta pelo vínculo estabelecido entre carga trombótica e ocorrência de no-reflow durante ICP primária.
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