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Q2262986 Medicina
Assinale a alternativa com duas características de extrassístoles ventriculares que, durante teste ergométrico, são mais frequentemente associadas a doença arterial coronariana.
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Tema central: Reconhecimento das características de extrassístoles ventriculares (EVs) mais associadas à doença arterial coronariana (DAC) durante teste ergométrico.

Justificativa da alternativa correta (A):

Durante o teste ergométrico, a análise das arritmias ventriculares fornece informações prognósticas importantes. De acordo com diretrizes nacionais e internacionais, EVs que surgem em frequências cardíacas mais baixas (< 130 bpm) e/ou aparecem na fase de recuperação têm mais relação com doença arterial coronariana significativa.
Segundo o Protocolo do Teste Ergométrico da Sociedade Brasileira de Cardiologia: “A extrassistolia ventricular durante a fase de recuperação e com FC abaixo de 130 bpm tem maior valor preditivo para DAC.”

Quando as EVs ocorrem em baixa frequência cardíaca e frequentemente na recuperação, indica-se possível disfunção ou isquemia miocárdica. O motivo é que em corações saudáveis, a atividade ventricular ectópica geralmente diminui com o exercício, e não aumenta pós-esforço. Estudos recentes publicados em bases como UpToDate e artigos de revisão da New England Journal of Medicine reforçam esses achados: a ocorrência de EVs nessas circunstâncias está relacionada a maior risco cardiovascular, aumento de eventos adversos e necessidade de investigação para DAC.

Análise das alternativas incorretas:

  • B, C e D: As EVs que aparecem apenas em altas frequências cardíacas (> 130 bpm) durante esforço, ainda que constantes, costumam ser benignas, especialmente em jovens e em ausência de outros fatores de risco. Morfologia constante ou reprodutibilidade sem relação com as fases citadas tem baixo valor preditivo para DAC.
  • E: Ausência de reprodutibilidade e morfologia, além de frequência na recuperação, não compõem conjunto característico de risco para DAC e, isoladamente, não são marcadores confiáveis.

Dica de Prova: Fique atento quando a questão pedir EVs em fase de recuperação ou baixa FC: são detalhes cruciais e indicam maior risco de DAC! Termos como “morfologia constante” ou “reprodutibilidade” geralmente evidenciam benignidade, principalmente se isolados da relação temporal ao teste.

Diretrizes e referências: Protocolos da SBC e capítulos sobre teste ergométrico no “Tratado de Cardiologia” (Braunwald; Sociedade Brasileira de Cardiologia), além de UpToDate e revisões sistemáticas recentes, são consenso em associar EVs nessas circunstâncias a maior risco isquêmico.

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Comentários

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A alternativa A é a correta pois as extrassístoles ventriculares são batimentos cardíacos prematuros originados nos ventrículos, que podem ser um indicativo de doença arterial coronariana quando apresentam certas características. Estudos indicam que a ocorrência dessas extrassístoles em frequências cardíacas mais baixas (menos de 130 batimentos por minuto) e com maior frequência durante o período de recuperação após o exercício, podem ser um sinal de doença arterial coronariana. Nessas condições, o coração está sob menos estresse e, portanto, as extrassístoles podem indicar que há uma falta de suprimento de sangue adequado ao coração, o que é característico da doença arterial coronariana. As outras alternativas são incorretas pois a ocorrência de extrassístoles em frequências cardíacas mais altas ou sua reprodutibilidade em testes separados não são características associadas à doença arterial coronariana.

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