Mulher, 74 anos, apresenta infarto agudo do miocárdio sem s...
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Comentário da Questão – Área: Cardiologia / Procedimento Percutâneo em Tronco da Coronária Esquerda
Tema central: O enfoque da questão é a escolha da melhor estratégia de intervenção percutânea (angioplastia) para lesão bifurcada do tronco da artéria coronária esquerda (TCE) em paciente idosa, com infarto sem supradesnivelamento do ST e arritmias ventriculares.
Justificativa da alternativa correta (C):
A preferência é pelo uso de um único stent na bifurcação distal do TCE. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e principais consensos internacionais, a abordagem primária deve ser a técnica do stent provisório (um único stent), aplicando-o no ramo principal e, se necessário, intervindo apenas no ramo lateral. Isso resulta em:
- Menor risco de complicações e trombose do stent.
- Procedimento menos complexo, com menor tempo e recursos utilizados.
Evidências clínicas sustentam que a técnica de um stent é associada a taxas menores de reestenose e desfechos clínicos semelhantes — ou melhores — do que técnicas com dois stents, exceto em anatomias muito específicas.
Como destacado nas Diretrizes da SBC: "Em lesões distais em bifurcação, deve-se dar preferência ao uso de um único stent." (SBC, Diretrizes de Intervenção em Coronariopatia Estável)
Análise das alternativas incorretas:
- A) Incorreta. Lesões do óstio do TCE, hoje, têm prognóstico bastante favorável com stents farmacológicos e planejamento adequado.
- B) Incorreta. Cobrir maior área distal não reduz risco de reestenose; pode aumentar complicações. O ideal é reduzir ao mínimo necessário o uso de stent na bifurcação.
- D) Incorreta. Em lesões de baixa e média complexidade anatômica, os resultados da angioplastia podem ser semelhantes à cirurgia (diretrizes ESC/EACTS, 2018; SBC).
- E) Incorreta. O IVUS é essencial. Auxilia no correto dimensionamento, otimiza o implante do stent e reduz complicações.
Estratégia para provas: Fique atento a pegadinhas: expressões como "sempre", "pior prognóstico" ou negação do benefício de métodos modernos geralmente indicam erros conceituais. O uso de novas tecnologias e preferências técnicas deve estar alinhado às diretrizes.
Conclusão: O uso preferencial de apenas um stent na bifurcação distal do TCE representa o que há de mais atual em evidência científica e boas práticas, respaldado por protocolos nacionais e internacionais. Conhecer essas recomendações é fundamental para quem almeja vaga em concursos.
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