A respeito da crise tireotóxica, marque a alternativa CORRETA.

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Q3873794 Medicina
A respeito da crise tireotóxica, marque a alternativa CORRETA.
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra o manejo farmacológico da crise tireotóxica, e o ponto decisivo é reconhecer que o propiltiouracil, além de inibir a síntese hormonal, também reduz a conversão periférica de T4 em T3; por isso, é classicamente apontado por muitos autores como opção preferida nesse cenário e sustenta o gabarito B.

Tema central: Tratamento da crise tireotóxica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque betabloqueadores fazem parte do tratamento da crise tireotóxica para controlar o estado hiperadrenérgico, especialmente taquicardia e tremor. O erro da alternativa é transformar cautela em situações hemodinâmicas específicas, como insuficiência cardíaca descompensada ou choque, em contraindicação rotineira. Isso contraria a conduta clássica do quadro.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve o fundamento farmacológico clássico que diferencia o propiltiouracil do metimazol na crise tireotóxica: ambos são tionamidas e inibem a síntese de hormônios tireoidianos, mas o propiltiouracil também inibe a conversão periférica de T4 em T3. Como na crise tireotóxica interessa reduzir rapidamente o T3 biologicamente ativo, muitos autores tradicionalmente o apontam como opção preferível nesse cenário. A própria redação da alternativa é compatível com essa base ao dizer “boa parte dos autores”, sem transformar isso em superioridade absoluta universal.
C
Errada
Está errada porque glicocorticoides têm benefício adjuvante na crise tireotóxica. O fundamento médico específico é duplo: eles reduzem a conversão periférica de T4 em T3 e ainda oferecem cobertura para possível insuficiência adrenal relativa associada ao estresse grave. Portanto, afirmar ausência de benefício contraria a fisiopatologia e a conduta reconhecida para esse cenário.
D
Errada
Está errada porque inclui salicilatos entre as opções para tratar a hipertermia. Na crise tireotóxica, salicilatos devem ser evitados, pois deslocam os hormônios tireoidianos das proteínas transportadoras e aumentam a fração livre, o que pode agravar a tireotoxicose. Medidas físicas, paracetamol e dipirona são compatíveis com a base, mas a presença de salicilatos invalida a alternativa.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões clássicas: trocar cautela com betabloqueador por contraindicação absoluta, esquecer o benefício adjuvante dos glicocorticoides e aceitar salicilato como antipirético em um contexto em que ele aumenta a fração livre dos hormônios tireoidianos.
Dica para questões semelhantes
  • Compare os fármacos pelo mecanismo que muda desfecho no quadro agudo: no caso, o propiltiouracil soma bloqueio da síntese hormonal com inibição da conversão periférica de T4 em T3.
  • Em crise tireotóxica, diferencie contraindicação verdadeira de cautela clínica: betabloqueador é parte do tratamento, não proibição rotineira.
  • Ao avaliar medidas de suporte, confira se algum componente piora a fisiopatologia do quadro; salicilato é o exemplo típico a excluir na hipertermia da tireotoxicose.
  • Se a alternativa negar benefício de glicocorticoide nesse contexto, ela conflita com o uso adjuvante para reduzir T4 em T3 e cobrir insuficiência adrenal relativa.

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