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Q3128106 Medicina
Fístulas traqueoesofágicas e atresia esofágica podem estar associadas a outras anormalidades congênitas, como alterações cardíacas, trissomias, entre outras. Qual tipo de atresia esofágica/fístula traqueoesofágica é a mais comum? 
Alternativas

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Tema central: malformações congênitas do esôfago e traqueia, especialmente a associação entre atresia esofágica (AE) e fístula traqueoesofágica (FTE), suas variantes e a frequência de cada tipo.

Alternativa correta: C — “Atresia proximal com fístula distal”. Corresponde ao tipo C de Gross e é a forma mais comum (~85%). Nela, o esôfago proximal termina em fundo cego e o segmento distal comunica-se com a traqueia por uma fístula. Clinicamente, o RN apresenta salivação excessiva, tosse, cianose às mamadas e impossibilidade de progressão de sonda orogástrica; há ar no estômago e alças (pela FTE distal). Essa epidemiologia e apresentação são clássicas (Harrison’s, UpToDate, SBP).

Como interpretar na prova: lembre que “C de Common” (mais comum). Se há ar abdominal no RX, pense em fístula distal; se sem ar, pense em AE pura.

Análise das alternativas incorretas:

A — Atresia esofágica isolada (tipo A): rara (~7–8%). Não há fístula; portanto, abdome sem ar. Frequentemente associada a polidrâmnio pré-natal e estômago pequeno/ausente no USG. Não é a mais comum.

B — Fístula proximal com atresia distal (tipo B): muito rara (~1–2%). A fístula conecta o coto proximal à traqueia; não há fístula distal, logo o abdome tende a ficar sem ar. Não é a forma prevalente.

D — Fístula dupla com atresia (tipo D): excepcional (<1%), com fístula proximal e distal. Quadro clínico variável; não é a mais comum.

E — Fístula isolada (tipo E ou em “H”): ~4–5%. Sem atresia; a sonda passa ao estômago. Costuma manifestar-se mais tardiamente com engasgos, tosse crônica e pneumonias de repetição. Não é a mais frequente.

Diagnóstico e manejo (essência para a prática): suspeitar ao falhar a passagem de sonda (coila na bolsa proximal) e RX com ar abdominal (tipo C). Pré-operatório: aspiração contínua do coto proximal, cabeceira elevada, evitar ventilação com máscara. Tratamento: ligadura da fístula e anastomose primária do esôfago quando possível. Investigar malformações associadas (p. ex., VACTERL), especialmente cardíacas (ecocardiograma). Referências: Harrison’s, UpToDate, Diretrizes da SBP.

Pegadinha clássica: confusão entre “proximal” e “distal”. No tipo mais comum, o proximal é cego e o distal tem fístula. Memorize “C = Common = fístula distal”.

Gabarito: C) Atresia proximal com fístula distal.

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