Homem, 82 anos, fibrilação atrial, infarto agudo do miocárdi...
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Tema central: Esta questão aborda o sopro cardíaco mesossistólico em um paciente idoso com comorbidades importantes (fibrilação atrial, IAM prévio) e sua relação com valvopatias, exigindo habilidade de correlação clínica e conhecimento das valvopatias.
Análise da alternativa correta (D – estenose aórtica):
A estenose aórtica é classicamente identificada pelo sopro sistólico ejetivo (mesossistólico), audível no foco aórtico, e que pode irradiar-se para carótidas. Em pacientes com arritmias como a fibrilação atrial, a intensidade do sopro pode variar de batimento a batimento, pois a quantidade de fluxo que atravessa a válvula estenosada depende diretamente da variação da pré-carga e do débito em cada batimento, fenômeno frequente na FA.
Segundo a “Diretriz Brasileira de Valvopatias – 2020”, “A intensidade do sopro pode variar com a pré-carga e a pós-carga, sendo influenciada por arritmias como a fibrilação atrial”. Ou seja, o comportamento auscultatório descrito na questão indica diagnóstico de estenose aórtica.
Alternativas incorretas – análise crítica:
- A) Insuficiência mitral por ruptura de cordas tendíneas:
Geralmente causa sopro holossistólico de intensidade constante e rara variação batimento a batimento, além de ser um quadro agudo e grave. - B) Obstrução da via de saída do VE por hipertrofia de septo basal:
Se refere à cardiomiopatia hipertrófica, mas seu sopro (mesossistólico) tem características auscultatórias específicas, como aumento após manobra de Valsalva, e não costuma variar de batimento a batimento por FA. - C) Insuficiência mitral por prolapso valvar:
O sopro típico é tardio-sistólico, também de intensidade mais estável entre batimentos. - E) Comunicação interventricular:
O sopro é holossistólico no foco tricúspide ou em borda esternal esquerda, o que não corresponde ao padrão mesossistólico no foco aórtico/mitral.
Estratégias para prova: Fique atento à variação de intensidade do sopro associada à arritmia – essa pista indica estenoses, principalmente aórtica. Na dúvida, associe o tipo de sopro, foco de ausculta e contexto clínico. Sempre relacione achados do exame físico com os mecanismos fisiopatológicos e revise os padrões clássicos das valvopatias.
Referências: Diretriz Brasileira de Valvopatias – 2020 (SBC), Harrison’s Principles of Internal Medicine 21ª edição, UpToDate.
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