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Q2262968 Medicina
Ao examinar mulher de 25 anos com queixa de palpitações e extrassístoles ventriculares em eletrocardiograma, nota-se sopro sistólico que tem menor duração após as extrassístoles, o que indica
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Tema central: O ponto central da questão é a fisiopatologia das alterações do sopro sistólico após extrassístoles ventriculares, associada à insuficiência mitral secundária ao prolapso da valva mitral (PVM). Compreender as modificações hemodinâmicas e a influência do volume diastólico final é fundamental para acertar questões desse tipo.

Análise da alternativa correta (E): Insuficiência mitral por prolapso valvar

Segundo a Atualização das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias – 2020: “O prolapso da valva mitral [...] pode associar-se à insuficiência mitral, cujo sopro pode ter duração e intensidade variáveis após extrassístoles devido a alterações no volume diastólico final ventricular” (seção PVM). Após uma extrassístole, ocorre aumento do volume diastólico final do ventrículo esquerdo, diminuindo o deslocamento dos folhetos mitrais (“prolapso”), o que reduz a duração do sopro sistólico. Essa é uma característica típica da insuficiência mitral associada ao PVM, reforçada por evidências da prática clínica e literatura padrão (Braunwald, UpToDate).

Por que as demais alternativas estão incorretas?

A) Estenose valvar pulmonar: O sopro da estenose pulmonar ocorre na via de saída do ventrículo direito e não se modifica dessa forma após extrassístoles; a duração do sopro geralmente se correlaciona à intensidade da estenose.

B) Estenose pulmonar infundibular: Semelhante à valvular, o sopro não tem comportamento de redução após aumento do volume sistólico, e esse diagnóstico não se encaixa no perfil hemodinâmico do caso.

C) Estenose aórtica por valva bivalvular: Em estenose aórtica, o sopro tende a aumentar após batimento com maior enchimento diastólico (“batida pós-extrassístole”), pois há mais fluxo. Não ocorre redução da duração, afastando esta alternativa.

D) Estenose subaórtica por membrana: O comportamento do sopro assemelha-se à estenose aórtica convencional, sem a característica de redução de duração após extrassístole.

Dica de prova: Sempre que o enunciado mencionar alteração da duração ou intensidade do sopro após extrassístoles, relacione o fenômeno ao prolapso da valva mitral. Essa é uma pegadinha clássica para diferenciar insuficiência regurgitante de causas estenóticas.

Resumo e Diretriz: De acordo com a diretriz (SBCCV 2020, seção PVM) e obras como Harrison e Braunwald, o prolapso valvar mitral se associa a alterações típicas do sopro no pós-extrassístole por influência hemodinâmica sobre o mecanismo do prolapso.

Gabarito: E) Insuficiência mitral por prolapso valvar

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A questão descreve um caso clínico de uma mulher de 25 anos com palpitações e extrassístoles ventriculares, que são batimentos cardíacos adicionais que começam em uma das câmaras inferiores do coração. A questão especifica que há um sopro sistólico com duração menor após as extrassístoles. Sopro sistólico é um sinal audível de fluxo sanguíneo anormal no coração, que ocorre durante a fase sistólica do ciclo cardíaco. Os sopros sistólicos podem ser causados ​​por várias condições, incluindo estenose valvar (estreitamento de uma válvula cardíaca) e insuficiência valvar (uma válvula cardíaca que não fecha corretamente). Entre as opções apresentadas, a alternativa E (insuficiência mitral por prolapso valvar) é a mais provável. A insuficiência mitral por prolapso valvar é uma condição na qual a válvula mitral se fecha de forma anormal durante a sístole, permitindo o refluxo de sangue para o átrio esquerdo. Isso pode causar um sopro sistólico que tem menor duração após as extrassístoles, pois o volume de sangue que reflui para o átrio esquerdo após uma extrassístole é geralmente menor do que após um batimento cardíaco normal. Portanto, a resposta correta é a alternativa E.

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