Uma criança do sexo masculino, 5 anos de idade, sofreu um t...

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Q4156540 Medicina
Uma criança do sexo masculino, 5 anos de idade, sofreu um trauma abdominal. Chegou ao hospital hemodinamicamente estável. A investigação por imagem mostrou um trauma esplênico grau II (AAST – American Association for the Surgery of Trauma). Qual a conduta mais adequada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: No trauma esplênico contuso pediátrico, a estabilidade hemodinâmica é o principal critério de conduta. Como a criança está estável e a lesão é grau II, a decisão é tratamento não operatório com monitorização clínica e hemodinâmica, sem indicação de laparotomia apenas pelo grau anatômico.

Tema central: Trauma esplênico pediátrico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe laparotomia com esplenorrafia em um cenário sem indicação operatória. Em criança com trauma esplênico grau II e estabilidade hemodinâmica, a conduta preferencial é não operatória. A pegadinha aqui é achar que, por preservar o órgão, uma cirurgia conservadora seria adequada; neste contexto, a melhor preservação esplênica é evitar cirurgia desnecessária.
B
Errada
Está errada porque a esplenectomia total é excessiva para lesão grau II em criança estável. O grau anatômico isolado não justifica retirada total do baço quando não há instabilidade hemodinâmica persistente, falha do tratamento conservador, peritonite ou outra indicação de laparotomia. Além disso, contraria o princípio de preservação esplênica na infância.
C
Errada
Está errada porque a esplenectomia parcial continua sendo uma conduta operatória sem indicação no caso apresentado. O erro médico não é apenas a extensão da ressecção, mas o fato de indicar cirurgia apesar da estabilidade hemodinâmica. Lesão grau II, por si só, não exige intervenção para ressecar a área lesada.
D
Errada
Está errada porque a laparoscopia não é a conduta de escolha quando o diagnóstico já foi estabelecido por imagem e a criança está estável para tratamento conservador. Aqui não há necessidade de confirmação invasiva nem de intervenção terapêutica imediata. O caráter minimamente invasivo não corrige a ausência de indicação de procedimento.
E
Certa
A alternativa E está correta porque expressa o padrão de manejo da lesão esplênica contusa em criança estável: tratamento conservador com observação, reavaliação seriada e monitorização hemodinâmica. O ponto decisivo não é o grau II isoladamente, e sim o fato de não haver instabilidade hemodinâmica nem outra indicação mandatória de laparotomia. Além disso, em pediatria, a preservação esplênica é prioritária sempre que o tratamento não operatório é viável.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre gravidade anatômica da lesão e critério real de conduta: no trauma esplênico pediátrico, o grau II da AAST não indica cirurgia por si só; a estabilidade hemodinâmica é o fator decisivo.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma esplênico pediátrico, decida primeiro pela condição hemodinâmica; o grau da lesão entra depois como dado complementar.
  • Se a criança está estável e não há peritonite nem outra indicação operatória, o padrão é tratamento não operatório com monitorização seriada.
  • Não escolha cirurgia preservadora do baço só porque parece intermediária; se não há indicação operatória, preservar o baço significa não operar.
  • Quando uma alternativa trouxer manejo conservador com monitorização e as demais forem invasivas, verifique se o enunciado dá algum gatilho real para laparotomia antes de indicar cirurgia.

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