Criança do sexo feminino, 7 anos de idade, apresenta dor ab...

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Q4156537 Medicina
Criança do sexo feminino, 7 anos de idade, apresenta dor abdominal há 5 dias localizada em fossa ilíaca direita. Exame físico: massa à palpação na fossa ilíaca direita. Ultrassom de abdômen: bloqueio de alças intestinais e adenomegalia mesentérica. O achado cirúrgico é de uma massa envolvendo alças intestinais e apêndice cecal não visualizado. Qual é a melhor conduta intraoperatória?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pela incerteza diagnóstica intraoperatória diante de massa ileocecal/mesentérica na criança, com apêndice cecal não visualizado; nesse contexto, a conduta prudente é confirmar a etiologia por biópsia com estudo anatomopatológico por congelação antes de qualquer ressecção ampliada.

Tema central: Massa ileocecal indeterminada
Análise das alternativas
A
Errada
Hemicolectomia direita com anastomose íleo-transversa é ressecção ampliada sem base anatômica ou etiológica definida no caso. O enunciado não demonstra comprometimento colônico, neoplasia confirmada, necrose, perfuração irreparável ou indicação obrigatória de colectomia direita.
B
Errada
Ressecção da massa com enterectomia e anastomose primária pressupõe que a origem intestinal da lesão esteja definida e que a principal decisão já seja terapêutica ressectiva. Isso não foi estabelecido. O caso exige primeiro definição etiológica.
C
Errada
Bypass por enterostomia látero-lateral e drenagem é conduta derivativa/paliativa sem indicação descrita no cenário. O ultrassom com bloqueio de alças não prova obstrução mecânica avançada impondo derivação, e não há descrição de perfuração extensa ou impossibilidade de abordagem diagnóstica.
D
Certa
A massa ileocecal/mesentérica com alças envolvidas e apêndice não visualizado deve ser biopsiada com congelação para definir sua natureza e orientar a extensão da cirurgia, evitando ressecção empírica excessiva em criança.
E
Errada
Ressecção da massa, enterectomia com estomia em duas bocas é ainda mais agressiva e exigiria fundamento técnico ausente no enunciado, como contaminação importante, instabilidade, isquemia, perfuração ou dúvida sobre viabilidade de anastomose após uma ressecção já claramente indicada.
Pegadinha da questão
A banca faz o caso parecer apendicite complicada/plastrão, mas o achado intraoperatório muda o eixo da decisão: como há massa envolvendo alças e apêndice não visualizado, o problema deixa de ser ressecar e passa a ser definir a etiologia antes de uma cirurgia definitiva.
Dica para questões semelhantes
  • Em massa ileocecal na infância com anatomia indefinida no intraoperatório, decida primeiro se o problema é diagnóstico ou ressectivo; se for diagnóstico, a biópsia com congelação vem antes da ressecção ampliada.
  • Apêndice não visualizado dentro de massa aderencial não autoriza concluir apendicite como diagnóstico definitivo.
  • Adenomegalia mesentérica e massa em FID ampliam o diferencial e reduzem a segurança de uma ressecção empírica.
  • Evite marcar hemicolectomia, enterectomia ou ostomia quando o enunciado não descreve necrose, perfuração franca, peritonite difusa, tumor confirmado ou obstrução que imponha derivação.

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