O tratamento cirúrgico da insuficiência coronariana tem bene...

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Q753577 Medicina
O tratamento cirúrgico da insuficiência coronariana tem beneficiado maior número de coronariopatas, principalmente os de alto risco, ou de prognóstico reservado. Todas as alternativas abaixo a respeito dessa nova população de coronariopatas elegíveis para o tratamento cirúrgico estão corretas, EXCETO:
Alternativas

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Tema Central da Questão: O tema central é o tratamento cirúrgico da insuficiência coronariana em populações de alto risco. Vamos explorar as nuances do tratamento em diferentes subgrupos de pacientes, como aqueles com doença renal crônica, disfunção ventricular esquerda, diabetes mellitus e pacientes idosos.

Justificativa para a Alternativa Correta (A): A alternativa A aborda a questão dos pacientes com doença renal em estágio final. Esses pacientes realmente apresentam um risco elevado de complicações após uma cirurgia de revascularização do miocárdio. No entanto, a afirmação de que a cirurgia "tem suas bases bem estabelecidas" para esses pacientes não é totalmente precisa, pois há maior cautela e debate sobre a viabilidade e os benefícios dessas intervenções. Isto é devido à alta mortalidade e morbidade associadas à cirurgia nesses pacientes. A literatura atual e diretrizes indicam que a decisão cirúrgica deve ser cuidadosamente ponderada, considerando os riscos e benefícios específicos.

Análise das Alternativas Incorretas:

B - Disfunção Ventricular Esquerda: A disfunção ventricular esquerda é, de fato, um preditor de mortalidade, mas a evolução do tratamento permitiu que a cirurgia de revascularização fosse indicada, principalmente após o entendimento dos conceitos de miocárdio hibernante e miocárdio atordoado. A revascularização pode melhorar a função miocárdica e a sobrevida, o que está de acordo com as diretrizes atuais (Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate).

C - Diabetes Mellitus: Pacientes com diabetes mellitus apresentam maior risco de complicações, mas o manejo cirúrgico ainda é considerado a melhor opção em muitos casos devido à natureza difusa e extensa da doença coronariana nesses pacientes. Estudos indicam que a revascularização cirúrgica pode oferecer melhores resultados em termos de sobrevida e qualidade de vida comparado à intervenção percutânea.

D - Pacientes Idosos: A idade avançada aumenta o risco de complicações em procedimentos de revascularização, mas a cirurgia pode ser justificada quando sintomas anginosos persistem apesar do tratamento clínico otimizado. As diretrizes recomendam a consideração cuidadosa dos riscos e benefícios, mas não há contraindicação absoluta baseada apenas na idade.

Em resumo, a alternativa A é a exceção, pois apresenta uma afirmação discutível sobre a base estabelecida para cirurgias em pacientes renais terminais, enquanto as outras alternativas estão alinhadas com as práticas e diretrizes médicas atuais.

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A resposta correta é a alternativa A. A alternativa A afirma que a doença renal em estágio final pode aumentar a chance de complicação após cirurgia de revascularização do miocárdio em pacientes dialíticos. No entanto, a cirurgia tem suas bases bem estabelecidas e o prognóstico sem o tratamento cirúrgico torna-se reservado, portanto, a cirurgia ainda é uma opção importante para esses pacientes. As demais alternativas também estão corretas: a disfunção ventricular esquerda, o diabetes mellitus e os pacientes idosos coronariopatas são elegíveis para o tratamento cirúrgico de revascularização do miocárdio, apesar de apresentarem riscos específicos. É importante que o médico avalie cada caso individualmente para determinar o melhor tratamento.

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