Paciente do sexo feminino, de 32 anos, apresenta massa volu...

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Q4191214 Patologia
Paciente do sexo feminino, de 32 anos, apresenta massa volumosa no mediastino anterior, associada a dispneia, tosse seca e sensação de pressão torácica. A biópsia revela neoplasia linfoide difusa composta por células de médio a grande porte, com citoplasma pálido a claro, núcleos irregulares, nucléolos variáveis e frequente esclerose compartimentalizante/fibrose delimitando ninhos ou agregados celulares. Ao estudo imuno-histoquímico, as células neoplásicas são CD20 positivas, PAX5 positivas, CD30 fraco/heterogêneo e CD23 positivo.

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Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso reúne os achados que caracterizam linfoma B primário do mediastino (tímico): mulher jovem com massa volumosa em mediastino anterior, neoplasia linfoide de células médias a grandes com citoplasma pálido/claro e esclerose compartimentalizante, associada a CD20+, PAX5+, CD23+ e CD30 fraco/heterogêneo; esse conjunto direciona a alternativa B.

Tema central: Linfoma B primário do mediastino
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por incompatibilidade imunofenotípica. Linfoma anaplásico de grandes células é tipicamente CD30 forte e difuso, de linhagem T ou nula, com ALK variável, enquanto o caso mostra linhagem B por CD20+ e PAX5+, além de CD30 apenas fraco/heterogêneo. CD23 e padrão esclerosante não definem ALCL neste contexto.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve o padrão clássico do linfoma B primário do mediastino (tímico): massa bulky em mediastino anterior em adulta jovem, fibrose/esclerose delimitando ninhos ou agregados celulares, células B grandes com citoplasma pálido a claro e imunofenótipo CD20+, PAX5+, CD23+ e CD30 fraco/heterogêneo. A integração de topografia, morfologia e imunohistoquímica é típica de PMBL.
C
Errada
Está errada porque o enunciado descreve um subtipo mediastinal específico, não um DLBCL tipo centro germinativo sem relação mediastinal. A topografia no mediastino anterior, a esclerose compartimentalizante e o perfil CD23+ com CD30 fraco/heterogêneo favorecem PMBL.
D
Errada
Está errada por incompatibilidade com Hodgkin clássico. Embora mediastino anterior e esclerose possam lembrar esclerose nodular, no Hodgkin clássico o padrão esperado é CD30 forte, PAX5 fraco e CD20 ausente ou fraco; aqui há imunofenótipo B preservado com CD20 e PAX5 positivos, além de CD23 positivo, o que favorece PMBL.
E
Errada
Está errada por incompatibilidade de linhagem e maturação celular. Linfoma linfoblástico T pode surgir no mediastino, mas é neoplasia de precursores T, com marcadores T imaturos, como TdT, e não com CD20+ e PAX5+. A fibrose compartimentalizante com CD23 positivo e CD30 fraco/heterogêneo se ajusta melhor a PMBL.
Pegadinha da questão
A banca explora a semelhança entre massa mediastinal anterior esclerosante em mulher jovem e Hodgkin clássico esclerose nodular, além do risco de supervalorizar CD30 isoladamente; aqui o dado decisivo é que o CD30 é fraco/heterogêneo e o painel mostra linhagem B com CD20, PAX5 e CD23, favorecendo PMBL.
Dica para questões semelhantes
  • Em neoplasia mediastinal, não decida só pela localização: confirme a linhagem pelo painel imuno-histoquímico.
  • Fibrose compartimentalizante em massa mediastinal anterior, junto de CD20+, PAX5+, CD23+ e CD30 fraco, aponta fortemente para PMBL.
  • CD30 positivo isoladamente não fecha Hodgkin clássico nem ALCL; a intensidade e o restante do fenótipo mudam o diagnóstico.
  • Se o enunciado trouxer células B grandes no mediastino anterior com esclerose típica, pense primeiro em PMBL antes de rotular como DLBCL inespecífico.

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