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Q4191269 Medicina
Durante uma colonoscopia de rastreamento, um endoscopista removeu um pólipo pediculado de 2,5 cm de diâmetro. O exame anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma indiferenciado, com invasão de 500 micras na submucosa e invadindo o pedículo do pólipo (Haggitt 3). A margem de ressecção encontra- -se livre de neoplasia distando 0,5 mm da neoplasia. O laudo ainda descreve ausência de invasão perineural ou angiolinfática, sendo descritos brotamentos tumorais (tumor budding) de grau 1.
Qual é a conduta mais apropriada para o caso apresentado?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em pólipo maligno pediculado pT1, a presença de adenocarcinoma indiferenciado já afasta a ressecção endoscópica curativa e indica colectomia segmentar com linfadenectomia; a margem de 0,5 mm apenas reforça esse risco.

Tema central: Pólipo maligno pT1
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque ampliar margem por via endoscópica enfrentaria apenas eventual doença local residual, mas não resolve o problema decisivo do caso: o risco linfonodal associado ao adenocarcinoma indiferenciado. Em câncer colorretal pT1 com fator histológico de alto risco, a conduta indicada deve incluir ressecção segmentar com avaliação linfonodal.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o caso não preenche critérios de ressecção endoscópica curativa. Em pólipo maligno pediculado, Haggitt 1 a 3 pode ser tratado por endoscopia apenas quando a histologia é favorável. Aqui, porém, há adenocarcinoma indiferenciado, fator de alto risco associado a maior chance de acometimento linfonodal, o que por si só contraindica considerar a polipectomia suficiente. A margem livre de 0,5 mm é mais um achado desfavorável, mas o ponto decisivo é a indiferenciação tumoral. Por isso, a conduta adequada é colectomia segmentar com linfadenectomia.
C
Errada
Está errada porque vigilância endoscópica isolada só cabe quando a polipectomia é considerada curativa, isto é, na ausência de fatores histológicos adversos. O tumor é indiferenciado e a margem é muito curta, portanto o caso não é de baixo risco oncológico.
D
Errada
Está errada porque margem livre não equivale automaticamente a ressecção curativa. Os critérios de cura endoscópica não foram preenchidos, já que existe indiferenciação tumoral, fator de alto risco para metástase linfonodal, e a margem de 0,5 mm não oferece segurança plena.
E
Errada
Está errada porque PET-CT não define a conduta principal neste cenário. O anatomopatológico já estabelece indicação de colectomia oncológica por alto risco histológico; exame metabólico não substitui o tratamento cirúrgico necessário.
Pegadinha da questão
A banca mistura achados que parecem favoráveis — Haggitt 3, invasão submucosa de 500 micras, ausência de invasão angiolinfática e budding grau 1 — para induzir seguimento, mas o fator que mata a questão é a indiferenciação tumoral, que por si só já retira o caso do grupo tratável apenas por endoscopia.
Dica para questões semelhantes
  • Em pólipo maligno pediculado, não decida pela classificação de Haggitt isoladamente; primeiro procure fatores histológicos de alto risco.
  • Baixa diferenciação ou indiferenciação já basta para afastar polipectomia curativa em câncer colorretal pT1.
  • Margem livre deve ser interpretada com a distância da neoplasia; margem muito exígua não dá segurança oncológica plena.
  • Achados favoráveis secundários, como ausência de invasão linfovascular ou budding baixo, não anulam um fator adverso maior.

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