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Q1069740 Medicina
Uma paciente de 64 anos de idade apresenta icterícia e adinamia há dois meses, além de perda de 8 kg nesse período. Ao exame físico, encontrava‐se ictérica +++/4+ e com sinal de Courvoisier‐Terrier. Realizou tomografia que mostrou vesícula biliar hiperdistendida e dilatação de vias biliares intra e extra‐hepáticas, com obstrução em nível do colédoco distal e hipoatenuação da cabeça pancreática, além de três lesões delimitadas de 2,5 cm cada no segmento VI e VII do fígado.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta.
Alternativas

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Vamos analisar a questão apresentada e entender a melhor conduta para o caso desta paciente.

O tema central da questão é a abordagem diagnóstica e terapêutica de uma paciente com icterícia e sinal de Courvoisier-Terrier. Esses achados, juntamente com a tomografia que revelou obstrução no colédoco distal e lesões hepáticas, sugerem uma neoplasia pancreática com metástases hepáticas.

Justificativa para a alternativa correta (A - Biópsia hepática guiada por ultrassonografia e passagem de prótese endoscópica):

A melhor conduta neste caso envolve a confirmação diagnóstica e o alívio dos sintomas obstrutivos. A biópsia hepática guiada por ultrassonografia permitirá a confirmação histopatológica das lesões hepáticas, que são sugestivas de metástases. Além disso, a passagem de prótese endoscópica no colédoco alivia a icterícia obstrutiva, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Análise das alternativas incorretas:

  • B - Colecistectomia videolaparoscópica: Não é indicada, pois a vesícula biliar não é a fonte do problema. A distensão vesicular é secundária à obstrução biliar distal, e sua remoção não resolveria a icterícia.
  • C - Duodenopancreatectomia (ou Procedimento de Whipple): É um procedimento cirúrgico extenso, indicado para tratamento curativo de tumores pancreáticos sem metástase. Dada a presença de metástases hepáticas, o tratamento curativo não é viável.
  • D - Ressonância de abdome: Embora ofereça informações detalhadas, a ressonância não alivia os sintomas obstrutivos nem fornece confirmação histológica necessária para planejamento terapêutico.
  • E - Drenagem biliar transparietal: Apesar de ser uma opção para descompressão biliar, é mais invasiva e não fornece informação histológica, além de ser considerada quando a drenagem endoscópica não é possível ou falha.

Conclusão: A abordagem ideal neste cenário é confirmar o diagnóstico através da biópsia e aliviar mecanicamente a obstrução biliar, proporcionando alívio sintomático para a paciente.

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A melhor conduta para a paciente descrita no caso é a alternativa A - biópsia hepática guiada por ultrassonografia e passagem de prótese endoscópica. A paciente apresenta sinais e sintomas compatíveis com uma obstrução no colédoco distal, que pode ser causada por uma lesão maligna. A presença de lesões no fígado também sugere a possibilidade de metástases. A biópsia hepática guiada por ultrassonografia é uma técnica minimamente invasiva e segura para obtenção de material para análise histopatológica, que pode ser útil para confirmar ou descartar a presença de um tumor maligno. A passagem de prótese endoscópica também é importante para aliviar a obstrução biliar e melhorar os sintomas da paciente. As outras alternativas não são indicadas nesse caso específico.

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