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Q3450847 Odontologia
O osso disponível é particularmente importante em Implantodontia e descreve a arquitetura externa ou o volume da área edêntula considerado para os implantes.
Analise as afirmativas abaixo quanto à densidade óssea.
I. A região anterior da mandíbula possui mais densidade óssea que a da maxila.
II. A região posterior da mandíbula tem densidade óssea com pior qualidade que a região anterior.
III. A melhor densidade óssea de toda a cavidade oral está na área posterior da maxila.
IV. As regiões anteriores da boca possuem um osso menos denso que o das regiões posteriores da maxila e da mandíbula.
V. Os ossos corticais e trabecular do corpo humano são modificados constantemente pelo modelamento e remodelamento.
Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas

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Tema central: densidade óssea em Implantodontia e sua distribuição nas arcadas. A densidade influencia diretamente a estabilidade primária do implante, o protocolo de fresagem e o tempo de osseointegração.

Ordem prática de densidade na cavidade oral (Misch/Lekholm & Zarb): anterior da mandíbula > anterior da maxilaposterior da mandíbula > posterior da maxila. Em termos de classes: D1/D2 (mais densos) até D4 (menos denso).

Gabarito correto: B (I, II e V)

Por que está correto?

I. A região anterior mandibular é a mais densa (frequentemente D1–D2), superando a maxila. Isso favorece alta estabilidade primária. Baseado em Misch e na classificação clássica de Lekholm & Zarb.

II. A região posterior da mandíbula tem qualidade inferior à anterior (tende a D2–D3), com maior proporção trabecular e menor cortical, o que reduz rigidez e estabilidade inicial.

V. Cortical e trabecular sofrem modelamento e remodelamento contínuos (atividade osteoblástica/osteoclástica), fundamentais para a adaptação do osso ao implante. Conceito consolidado em fisiologia óssea e nos consensos de Implantodontia (ITI).

Por que as demais estão incorretas?

III. “Melhor densidade na área posterior da maxila” é falso. A posterior da maxila é a pior em densidade (geralmente D3–D4), com trabeculado frouxo e cortical delgada, exigindo adaptação do preparo e, muitas vezes, enxertias/seno.

IV. “Regiões anteriores menos densas que as posteriores” é falso. O oposto é verdadeiro, sobretudo na anterior mandibular, que é a mais densa.

Análise das alternativas:

A (I e II): Incompleta, pois ignora a veracidade da V.

C (II, III e IV): Contém duas afirmações falsas (III e IV).

D (IV e V): Inclui IV, que é falsa.

Estratégia de prova: memorize a “escala” de densidade: Ant Man > Ant Max ≈ Post Man > Post Max. Em clínica: osso macio (D3–D4) pede subpreparo do leito, implantes de maior diâmetro/comprimento quando possível, torque moderado e, às vezes, tempo de cicatrização estendido; osso duro (D1) requer irrigação abundante e cuidado para evitar compressão excessiva.

Referências essenciais: Misch CE. Contemporary Implant Dentistry. Elsevier; ITI Treatment Guide/Consensus; Lekholm U, Zarb GA (1985) classificação de qualidade óssea; revisões contemporâneas em UpToDate sobre osseointegração e estabilidade primária.

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