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Q3450834 Odontologia
A prótese fixa constitui-se como uma das mais significativas formas de reabilitação protética, com o objetivo de restabelecer a estética e função dos elementos dentários danificados, a partir de princípios biomecânicos que precisam ser respeitados para que a restauração tenha longevidade e se alcance o sucesso clínico esperado.
Em relação aos preparos protéticos em prótese fixa, marque a opção que apresenta a recomendação para a realização do preparo de dentes posteriores. 
Alternativas

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Tema central: Preparos de dentes posteriores para prótese fixa devem obedecer aos princípios biomecânicos de retenção, resistência e durabilidade estrutural, garantindo espaço adequado para o material restaurador sem fragilizar o remanescente dental.

Alternativa correta: C – A redução significativa das cúspides (especialmente das funcionais) é recomendada para assegurar espessura adequada do material e uma morfologia oclusal favorável, o que aumenta a resistência da coroa e reduz riscos de fratura e de interferências oclusais. Em molares/pré-molares, recomenda-se: 1,5–2,0 mm nas cúspides funcionais (com bevel de cúspide funcional) e 1,0–1,5 mm nas não funcionais; redução oclusal anatômica (seguindo sulcos) e redução uniforme por planos nas faces axiais. Essas medidas fornecem espaço para cerâmica/metal, mantêm resistência do remanescente e favorecem a resistência e retenção do preparo (Rosenstiel; Shillingburg).

Por que está correta? Porque a estabilidade clínica da prótese depende, entre outros fatores, de: espessura mínima do material, adequada orientação das paredes (taper ≈ 6°), altura axial suficiente e morfologia oclusal sem sobrecontorno. Sem redução cuspídea apropriada, a coroa fica fina ou volumosa, predispondo a fratura, cimentação deficiente e interferências (Shillingburg; Goodacre).

Análise das incorretas

  • A – “Redução mínima” é insuficiente em posteriores. Leva a sobrecontorno, espessura inadequada da cerâmica/metal e falhas por fratura ou descimentação. Preparos conservadores devem ser adequados, não mínimos a ponto de comprometer o material.
  • B – “Redução uniforme preservando cúspides” ignora que as cúspides funcionais exigem maior redução e bevel. Preservar cúspides sem reduzir o necessário causa interferências e espessura desigual do material, contrariando a redução anatômica preconizada.
  • D – “Mais agressivo para mais retenção” é falso. Excesso de desgaste aumenta taper e diminui retenção, além de elevar risco pulpar e periodontal. Retenção depende de convergência pequena, altura axial e geometria, não de desgaste indiscriminado.

Estratégia de prova: Em perguntas sobre preparo posterior, procure termos como “redução anatômica”, “cúspide funcional”, “bevel” e valores de espessura mínima. Desconfie de extremos: “mínimo” ou “agressivo”.

Referências essenciais: Shillingburg HT. Fundamentals of Fixed Prosthodontics; Rosenstiel SF. Contemporary Fixed Prosthodontics; Goodacre CJ et al. J Prosthet Dent – princípios de retenção, resistência e espessura mínima do material.

Gabarito: C

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