WAGNER e ROHDE (In: HUTZ et al., 2016), discutem, no contex...

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Q3874451 Psicologia
WAGNER e ROHDE (In: HUTZ et al., 2016), discutem, no contexto do psicodiagnóstico, a forma de identificação do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH). A partir da discussão realizada pelos autores, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era a evidência mínima de que o TDAH é identificado por critério operacional: diagnóstico clínico, com base em DSM-5 e CID-10, sem exame ou teste isolado capaz de detectá-lo. Isso é o que permite reconhecer a alternativa C como correta e afastar as demais.

Tema central: diagnóstico clínico do TDAH
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte a hierarquia dos instrumentos: coloca testes neuropsicológicos padronizados e escalas comportamentais como meio principal e rebaixa a avaliação clínica a complemento. Segundo a base, no TDAH o diagnóstico é clínico, e testes e escalas apenas auxiliam, sem suficiência isolada.
B
Errada
Está errada porque atribui predominância diagnóstica à observação direta em ambiente escolar e ainda diz que isso decorre do DSM-5. Pela base, a escola pode fornecer informação relevante, mas não constitui o núcleo predominante do diagnóstico; o núcleo está nos critérios clínicos/sintomatológicos dos sistemas classificatórios.
C
Certa
A alternativa C está correta porque preserva o critério técnico central indicado na base: o diagnóstico do TDAH é essencialmente clínico e se apoia em critérios operacionais de sistemas classificatórios como DSM-5 e CID-10. Além disso, ela acerta ao negar suficiência diagnóstica a exames ou testes isolados, o que está de acordo com a formulação de que testes neuropsicológicos não têm sensibilidade e especificidade suficientes para, sozinhos, detectar o transtorno.
D
Errada
Está errada porque dá aos protocolos padronizados de rastreio e autorrelato valor de fechamento diagnóstico e, pior, diz que isso ocorreria independentemente dos critérios classificatórios internacionais. A base afirma exatamente o oposto: rastreio e autorrelato não finalizam o diagnóstico por si, e DSM/CID são centrais, não dispensáveis.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi trocar instrumentos auxiliares de avaliação — testes, escalas, rastreios, autorrelatos e informação escolar — pelo critério definidor do diagnóstico, que continua sendo clínico e baseado em DSM/CID.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão perguntar como se identifica TDAH, procure a alternativa que mantenha o diagnóstico como essencialmente clínico.
  • Elimine opções que atribuam suficiência diagnóstica isolada a testes, escalas, rastreios, autorrelatos ou observação escolar.
  • Se a alternativa tratar DSM ou CID como dispensáveis ou meramente complementares, ela contraria o núcleo operacional do diagnóstico.

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