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Q1646078 Medicina
Durante a madrugada, em um pronto-socorro, chega a paciente de 35 semanas de gestação, bolsa rota, com dinâmica, dilatação 5cm, em modo agripina BCF+. Qual a conduta indicada?
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Tema central: Esta questão aborda a conduta obstétrica em gestante com apresentação pélvica, bolsa rota e trabalho de parto ativo, ressaltando a escolha entre parto vaginal e cesariana em situações de risco aumentado.

Justificativa da alternativa correta ( B) Cesárea ):

Gestante com 35 semanas, bolsa rota e apresentação pélvica apresenta cenário de maior risco para parto vaginal. Segundo as Diretrizes de Atenção à Gestante: a Operação Cesariana (Ministério da Saúde, 2022):

"Em situações nas quais a versão cefálica externa estiver contraindicada, não puder ser praticada ou não tiver sucesso, a operação cesariana é recomendada para gestantes com fetos em apresentação pélvica."

Neste caso, trabalho de parto ativo e bolsa rota contraindicam a versão cefálica externa. A cesárea é recomendada devido ao aumento do risco de morbidade e mortalidade perinatal se o parto vaginal for realizado em apresentação pélvica, principalmente em prematuros. Esta conduta está alinhada a protocolos nacionais e internacionais (OMS, UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

A) Condução para parto normal: O parto vaginal em apresentação pélvica não é recomendado em prematuros devido ao alto risco de lesão neonatal, trauma, prolapso de cordão e asfixia.

C) Inibição: A paciente está em trabalho de parto ativo (5 cm de dilatação), bolsa rota e apresentação pélvica—a inibição está contraindicada nesses contextos, pois pode aumentar risco de infecção e sofrimento fetal.

D) Corticoterapia e condução para parto normal: Corticoterapia pode ser considerada até 34-36 semanas para maturação pulmonar, mas não muda a indicação de via de parto—o parto normal segue sendo de maior risco nessa situação.

Estratégias para a prova e pegadinhas:

Observe termos-chave: "apresentação pélvica", "35 semanas", "bolsa rota", "em dinâmica", "dilatação 5cm". Esses fatores juntos contraindicam maneobras que buscam prolongar gestação ou promover parto vaginal.

Lembre-se: em obstetrícia, via de parto deve priorizar risco materno-fetal. Quando em dúvida, consulte sempre o protocolo do Ministério da Saúde ou sociedade de referência (FEBRASGO).

Conclusão: O conhecimento das diretrizes oficiais é essencial para fundamentar a tomada de decisão segura e respaldada cientificamente!

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Comentários

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Nesse caso, a conduta indicada é a alternativa B - Cesárea. A paciente está com a bolsa rota, dilatação de 5cm e apresenta dinâmica, o que indica que o trabalho de parto já está em andamento. Além disso, a gestação é prematura, com apenas 35 semanas, o que aumenta os riscos tanto para a mãe quanto para o bebê em um parto normal. Por isso, a cesárea é a opção mais segura e indicada nesse caso. As outras alternativas não se aplicam, uma vez que a paciente já está em trabalho de parto e não é recomendado realizar inibição nessa situação. A corticoterapia é indicada em casos de prematuridade para maturação dos pulmões do bebê, mas não é suficiente para garantir a segurança durante um parto normal prematuro.

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