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Q1646076 Medicina
Paciente em controle de DHEG (doença hipertensiva específica da gestação) apresenta PA 14/10, em uso hipertensivo na 30ª semana de gestação, com hemograma normal, enzimas hepáticas sem alteração ao USG obstétrico, oligoamnio acentuado, dopplerfluxometria fetal, diástole reversa. A conduta indicada neste caso é:
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Comentário do Gabarito – Questão de Ginecologia e Obstetrícia

Tema central: A questão aborda a conduta diante da pré-eclâmpsia grave (DHEG) com comprometimento fetal em gestante de 30 semanas, salientando situações em que há grave risco iminente para o feto (oligoâmnio acentuado, dopplerfluxometria com diástole reversa).

Justificativa para a alternativa correta (C):
A presença de diástole reversa na dopplerfluxometria da artéria umbilical é um sinal crítico de circulação fetal gravemente comprometida, com risco elevado de acidose e óbito intrauterino. O Manual Técnico de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde orienta (seção "Ministério da Saúde, 2022, p. 185"): “Antecipação do parto está indicada diante de comprometimento dos testes de vitalidade fetal como oligoâmnio ou alteração no dopplerfluxo.” Neste cenário, a conduta deve ser:

  • Administrar corticoterapia antenatal para maturação pulmonar fetal (entre 24-34 semanas).
  • Preparar vaga em UTI neonatal prévia à interrupção do parto.
  • Realizar parto por cesárea (via de escolha na maioria dos casos de sofrimento fetal).

Assim, o que propõe a alternativa C está totalmente alinhado à melhor prática clínica e às diretrizes nacionais.

Análise das alternativas incorretas:

A) Indução para parto normal, com sulfatação: A indução do parto não é recomendada em situação de comprometimento fetal grave (“sofrimento fetal extremo exige interrupção imediata por cesárea” - Manual de Gestação de Alto Risco). Sulfatação está indicada para proteção neurológica, mas a prioridade é a interrupção rápida.
B) Cesárea imediata: Embora a via cesariana seja indicada, é fundamental tentar administrar corticoterapia antes do parto, se houver tempo.
D) Novo dopplerfluxometria em 1 semana: Inadequado em virtude do risco de evolução rápida para óbito fetal. O quadro já configura emergência obstétrica.

Ponto-chave para provas de concurso: diástole reversa + oligoâmnio + pré-eclâmpsia grave = antecipação do parto com corticoterapia e suporte neonatal.

Estratégia: Atenção a sinais de gravidade fetal e às recomendações de antecipação do parto conforme diretrizes. Evite cair na pegadinha do “acompanhar mais” ou “esperar por novos exames” em casos de sofrimento fetal agudo.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C. Nesse caso clínico, a paciente apresenta DHEG, oligoamnio acentuado e diástole reversa no dopplerfluxometria fetal, o que indica sofrimento fetal e necessidade de intervenção imediata. A administração de corticoterapia é indicada para acelerar a maturidade pulmonar fetal antes da cesárea, além disso, deve-se solicitar vaga em UTI neonatal para garantir o atendimento adequado do recém-nascido. Portanto, a alternativa C é a conduta mais adequada, já que oferece uma abordagem rápida e eficaz para proteger a mãe e o bebê.

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