Apesar de todo esforço em se trabalhar o pré-natal, ainda no...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o uso racional de corticosteroides em gestantes com risco de parto prematuro, fundamental na prática obstétrica para redução da morbimortalidade neonatal associada à prematuridade.
O raciocínio médico necessário envolve conhecer as indicações, benefícios e riscos dessa terapêutica. O uso de um único ciclo entre a 24ª e a 34ª semana visa maturação pulmonar fetal, reduzindo quadros como síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e óbito neonatal. Este é um consenso firmado em diretrizes como o manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde.
Já ciclos repetidos semanalmente – prática incorreta – estão associados a efeitos adversos importantes: aumento da taxa de sepse neonatal precoce e óbito, conforme apresentam revisões sistemáticas recentes. Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco (MS, p.174): "Outros ciclos não são recomendados e podem trazer repercussões negativas para o concepto".
Justificativa da alternativa correta (C): O risco maior de sepse neonatal precoce e óbito está bem documentado, destacando a importância de restringir a corticoterapia a UM ciclo, com eventual resgate sob indicação (não semanalmente!). Publicações como UpToDate e evidências da BVS apoiam esta orientação.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
- A) Aumento do risco de infecção puerperal: Não há evidências robustas que relacionem diretamente ciclos repetidos de corticoides com infecção puerperal materna.
- B) Melhora dos resultados em relação ao ciclo único: A literatura mostra que múltiplos ciclos não melhoram os resultados e podem prejudicar o recém-nascido.
- D) Más-formações cardíacas: Não há associação comprovada entre corticoide e cardiopatias congênitas.
Estratégia para provas: Atenção às questões que abordam condutas clássicas e revisões recentes! Desconfie de alternativas que citam benefícios adicionais de práticas não recomendadas por protocolos. Sempre busque a justificativa em referências reconhecidas coletivamente.
Dica de ouro: Gerenciamento do parto prematuro exige atualização constante conforme as diretrizes nacionais e internacionais (SBP, MS, OMS), sempre priorizando o binômio mãe-feto.
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