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Q1646064 Medicina
Em uma paciente que apresentou câncer de colo uterino, estado EC 1A2 (lesões microinvasivas de 3 a 5mm), foi feita histerectomia radical, porém verificou-se margem cirúrgica comprometida. A melhor conduta nesse caso é:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a conduta diante de margem cirúrgica comprometida após histerectomia radical em paciente com carcinoma de colo uterino estágio IA2.

Conceitos-chave: O estadiamento IA2 indica lesão invasiva entre 3–5 mm na profundidade do estroma, sendo candidata à histerectomia radical e linfadenectomia pélvica. Margem cirúrgica comprometida significa que remanesceram células tumorais na borda do material removido, aumentando o risco de recidiva local.

Por que a alternativa D é a correta? A radioterapia pós-operatória está indicada nesses casos. Segundo o "Projeto Diretrizes – AMB/CFM", seção Tratamento, quando há margem comprometida após cirurgia radical, está indicado o uso adjuvante de radioterapia (podendo associar quimioterapia em casos de alto risco).

Justificativa: A radioterapia pós-operatória age sobre possíveis células remanescentes, reduzindo significativamente a chance de recidiva tumoral conforme recomendado por diretrizes brasileiras e internacionais (Febrasgo, AMB, UpToDate). A evidência clínica respalda esse conduta em prol da sobrevida livre de doença.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Radioterapia e quimioterapia: A associação simultânea fica reservada para alto risco adicional (paramétrio ou linfonodos comprometidos), não citados no enunciado.
  • B) Observação com controle citológico: Inadequada. Com margem positiva, somente acompanhamento não elimina risco de recidiva, contrariando protocolos atuais.
  • C) Quimioterapia: Não há evidência de benefício de quimioterapia isolada neste contexto, pois não garante controle local efetivo como a radioterapia.

Dica para provas: Ao identificar “margem cirúrgica comprometida” após cirurgia oncológica, lembre-se de buscar a conduta adjuvante (geralmente radioterapia) para controle locorregional!

Resumo das diretrizes:Cirurgia radical (classe III) e linfadenectomia, seguida de radioterapia se houver margens cirúrgicas comprometidas, acometimento ganglionar ou parametrial.” (Projeto Diretrizes – AMB/CFM, Tratamento)

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No caso apresentado, a paciente apresentou câncer de colo uterino com lesões microinvasivas e margem cirúrgica comprometida após histerectomia radical. A conduta adequada nesse caso é a radioterapia pós-operatória (alternativa D). A radioterapia é uma opção de tratamento nesses casos, pois ajuda a destruir células cancerígenas remanescentes e prevenir recorrências. A quimioterapia pode ser utilizada em conjunto com a radioterapia, mas não é a melhor opção isoladamente nesse caso. A observação com controle citológico não é a melhor opção, pois os resultados podem ser inconclusivos e a evolução da doença pode ser rápida e agressiva.

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