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Q1646062 Medicina
A doença inflamatória pélvica aguda muitas vezes passa despercebida no dia a dia do pronto-socorro. Recentemente foi também associada como fator de risco para a seguinte patologia:
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Tema central: A questão aborda a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e sua associação com outras doenças ginecológicas, especialmente aquelas que contribuem como fator de risco para o seu desenvolvimento. Compreender a fisiopatologia da DIP e os fatores predisponentes é fundamental para o raciocínio clínico no contexto do pronto-socorro.

Justificativa da alternativa correta – B) Vaginose bacteriana:

A vaginose bacteriana representa um desequilíbrio da flora vaginal, caracterizado pela redução de lactobacilos e aumento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis. Este desequilíbrio rompe a barreira protetora natural, permitindo que microrganismos ascendam ao trato genital superior. Esse mecanismo aumenta o risco para o desenvolvimento da DIP, como afirmam as principais diretrizes: “O exame bacterioscópico para vaginose bacteriana faz parte da avaliação etiológica da DIP.” (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, Ministério da Saúde).

Evidência científica: Estudos recentes apontam que mulheres com vaginose bacteriana possuem maior incidência de DIP, dada justamente essa facilidade de ascensão microbiana (vide base UpToDate e protocolos do Ministério da Saúde). Logo, a alternativa B é a mais indicada.

Análise das alternativas incorretas:

A) Múltiplos parceiros: Ter múltiplos parceiros sexuais aumenta o risco de ISTs, mas não é uma patologia e sim um comportamento de risco. A questão pede associação com uma doença específica.

C) Uso de DIU: Apesar do DIU poder ser um fator de risco para DIP, especialmente no primeiro mês pós-inserção, não se trata de uma patologia, e sim de um método contraceptivo. Além disso, o risco adicional é pequeno após o primeiro mês.

D) SIDA (AIDS): A imunossupressão pode aumentar vulnerabilidade a infecções pélvicas, mas não há relação direta ou prevalência demonstrada entre SIDA e DIP que supere a associação clássica com a vaginose bacteriana.

Dica para provas: Atenção a palavras-chave no comando como “patologia” e “associação”. Elimine opções que envolvem comportamentos, exposições ou condições que não se enquadram na definição clínica pedida. Questões de concurso costumam valorizar associações bem estabelecidas em diretrizes.

Referências consultadas: Ministério da Saúde – PCDT IST; UpToDate; Williams Obstetrícia.

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A resposta correta para a questão é a alternativa B - Vaginose bacteriana. A doença inflamatória pélvica aguda é uma infecção do trato genital superior, que costuma afetar mulheres jovens sexualmente ativas. A vaginose bacteriana é uma condição caracterizada pelo desequilíbrio da flora vaginal, com predomínio de bactérias anaeróbicas em detrimento das lactobacilos. Estudos mostram que a vaginose bacteriana pode aumentar o risco de doença inflamatória pélvica aguda, especialmente quando associada a outros fatores de risco, como múltiplos parceiros e uso de DIU. Portanto, é importante que os profissionais de saúde estejam atentos à possibilidade de doença inflamatória pélvica aguda em pacientes com vaginose bacteriana, a fim de prevenir complicações como infertilidade e dor crônica pélvica.

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