Em relação ao câncer de mama, seu diagnóstico, rastreamento ...

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Q4195239 Medicina
Em relação ao câncer de mama, seu diagnóstico, rastreamento e prognóstico, é correto afirmar que
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão contrapõe prognóstico e rastreamento do câncer de mama. Pela base médica, A, B, C e E estão objetivamente incorretas: tamanho tumoral e linfonodos regionais seguem centrais no prognóstico; não há indicação de rastreamento populacional para todas as mulheres >30 anos; CBR/SBM/FEBRASGO recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos, não após 35; e autoexame não reduz mortalidade. Assim, por restrição ao gabarito oficial, resta D, embora a evidência atual não sustente essa assertiva como correta em rastreamento populacional.

Tema central: Rastreamento e prognóstico do câncer de mama
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque contraria conhecimento oncológico consolidado: tamanho tumoral e acometimento linfonodal regional permanecem entre os principais determinantes prognósticos no câncer de mama. Tipo histológico e perfil biológico agregam informação prognóstica, mas não rebaixam o estádio anatômico a fator de menor importância. O critério decisivo aqui é o valor prognóstico central do TNM, especialmente do status nodal e do tamanho do tumor.
B
Errada
Está errada porque rastreamento populacional não é indicado para todas as mulheres acima de 30 anos. Segundo a base, a indicação depende de faixa etária com benefício comprovado e de balanço entre benefícios e danos, não da simples alta incidência da doença. O erro médico é transformar incidência elevada em justificativa automática para rastreamento universal precoce.
C
Errada
Está errada por confronto direto com a recomendação citada na própria alternativa. A base informa que CBR, SBM e FEBRASGO recomendam mamografia anual para mulheres de risco habitual a partir dos 40 anos, e não após os 35 anos. O critério decisivo é a faixa etária formal da diretriz mencionada.
D
Certa
A alternativa D deve ser assinalada porque o gabarito oficial assim determina e as demais alternativas são afastadas de modo objetivo pela base. Ainda assim, tecnicamente, a própria base esclarece que essa assertiva não se sustenta bem à luz da evidência contemporânea: o exame clínico das mamas, mesmo realizado por especialista, não tem demonstração robusta de redução de mortalidade como método de rastreamento populacional, e a explicação pela lipossubstituição adiposa não valida, por si, a conclusão proposta. Portanto, D é a correta apenas no contexto do gabarito oficial informado.
E
Errada
Está errada porque o autoexame não demonstrou reduzir mortalidade e não constitui método de rastreamento eficaz. A base admite que ele pode favorecer autoconhecimento corporal, mas isso não autoriza afirmar que diminua a apresentação em estágios avançados como estratégia de rastreio. O erro é atribuir ao autoexame um benefício populacional que não foi demonstrado.
Pegadinha da questão
A banca misturou alternativas claramente incompatíveis com prognóstico e rastreamento atuais e deixou como sobra uma opção com aparência plausível por usar uma explicação fisiológica sobre mamas mais lipossubstituídas, embora essa justificativa não comprove redução de mortalidade no rastreamento.
Dica para questões semelhantes
  • No prognóstico do câncer de mama, não rebaixe tamanho tumoral e linfonodos regionais: estádio anatômico continua central.
  • Quando a alternativa citar CBR, SBM ou FEBRASGO, confira a idade exata: para risco habitual, a base traz mamografia anual a partir dos 40 anos.
  • Não aceite rastreamento populacional universal apenas por alta incidência; a decisão depende de faixa etária e benefício comprovado.
  • Diferencie autoexame de rastreamento efetivo: pela base, autoexame não reduz mortalidade.

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