São indicações para a coleta de material em vídeo-histerosco...
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Tema central: A questão aborda as indicações para coleta de material em vídeo-histeroscopia, exame endoscópico fundamental na avaliação de patologias intrauterinas. O entendimento clínico sobre quando colher material na histeroscopia é central para o raciocínio médico e essencial para a atuação do ginecologista e obstetra no SUS.
Justificativa da alternativa correta (D – Controle pós-operatório de polipectomia):
O controle pós-operatório de polipectomia consiste geralmente em acompanhamento clínico e ultrassonografia transvaginal para detectar possíveis recidivas ou complicações. A coleta de material por histeroscopia nesta situação não faz parte do protocolo padrão, a não ser diante de novos sintomas ou suspeita específica de patologia recorrente. Segundo o Manual de Orientação Endoscopia Ginecológica da FEBRASGO:
"O controle após polipectomia deve ser preferencialmente clínico e/ou ultrassonográfico, reservando-se nova histeroscopia com coleta apenas em casos de recidiva clínica ou achados duvidosos ao exame de imagem."
Análise das alternativas incorretas:
A) Pesquisa de infertilidade:
Correta como indicação! Identificar anomalias da cavidade uterina é etapa fundamental na investigação de infertilidade. A histeroscopia possibilita a detecção e biópsia de pólipos, miomas submucosos, sinéquias e malformações, impactando prognóstico e abordagem terapêutica (FEBRASGO, seção Indicações para Histeroscopia).
B) Sangramento pós-menopausa:
Correta como indicação! O sangramento pós-menopausa é indicação clássica de vídeo-histeroscopia com coleta de material, porque há necessidade de excluir lesões neoplásicas (como carcinoma de endométrio), frente à maior prevalência nessa faixa etária (Manual de Orientação Endoscopia Ginecológica, FEBRASGO).
C) Sangramento uterino anormal:
Correta como indicação! Considerada padrão-ouro para avaliação de sangramento uterino anormal, a histeroscopia permite abordagem dirigida e potencial biópsia de áreas suspeitas, sendo respaldada por diretrizes nacionais e internacionais.
Dica de prova: Questões desse tipo frequentemente pedem a EXCEÇÃO (EXCETO), destacando a importância de atentar ao comando e diferenciar indicações rotineiras das situações especiais. Termos como "pós-operatório" podem ser pegadinhas caso não haja sintomatologia associada.
Conclusão: A alternativa D é a única não indicada rotineiramente para coleta na histeroscopia. Fique atento aos protocolos de seguimento pós-operatório!
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