Dentes posteriores tratados endodonticamente, com ampla des...

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Q3511272 Odontologia
Dentes posteriores tratados endodonticamente, com ampla destruição coronária, porém suficiente volume de estrutura dentária sadia, vestibular e lingual, com ou sem calçamento prévio com material adesivo para substituir a dentina ausente sob o esmalte devem ser submetidos à restauração
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Por que a resposta não pode ser a letra A? Alguém sabe responder?

No enunciado diz que há suficiente volume de estrutura dentária sadia, vestibular e lingual. O pino serve para reforçar a restauração e não a estrutura dentária e como já possui as paredes vestibular e lingual, não necessita de pino.

A decisão de utilizar um pino intrarradicular em dentes posteriores tratados endodonticamente é regida por dois princípios fundamentais da Odontologia Restauradora: a retenção e a resistência à fratura

.

A literatura científica, notadamente as obras de referência como as de Baratieri e Mondelli, é categórica ao afirmar que o pino intrarradicular não tem a função de reforçar a estrutura radicular

. Pelo contrário, sua colocação exige a remoção de dentina radicular, o que pode, em muitos casos, enfraquecer o dente e aumentar o risco de fratura radicular catastrófica

.

"A função primordial de um pino intrarradicular é de auxiliar na retenção do núcleo de preenchimento e/ou a futura restauração final."

A indicação de pino é estritamente limitada aos casos em que o remanescente coronário é insuficiente para reter o material de preenchimento (núcleo) que servirá de base para a restauração final.

As paredes remanescentes (ferrule effect) fornecem retenção e resistência ao núcleo de preenchimento.

Não é indicado. O pino se torna desnecessário e iatrogênico.

Quando há paredes axiais remanescentes com espessura e altura adequadas (geralmente 2mm de altura e 1-2mm de espessura), a retenção do núcleo de preenchimento pode ser obtida de forma adesiva na câmara pulpar e nas paredes remanescentes, seguindo a filosofia "no-post"

.

Portanto, a alternativa (A) indireta com pina intrarradicular está incorreta porque a condição de "suficiente volume de estrutura dentária sadia" elimina a necessidade do pino, tornando-o um procedimento desnecessário e potencialmente prejudicial.

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