Paciente com lesões cervicais não cariosas na região cervic...

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Q3511270 Odontologia

Paciente com lesões cervicais não cariosas na região cervical dos dentes 24 e 25, associadas a dor aguda e de curta duração, desencadeada durante a alimentação, especialmente com extremos de temperatura, ou na resposta ao estímulo tátil e percussão local, e que cede quando o estímulo é removido.



Frente a essa descrição, qual a hipótese diagnóstica e o tratamento indicado para o caso descrito?

Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado combina lesão cervical não cariosa com dor aguda, curta, provocada por estímulos térmicos e táteis e cessante após a remoção do estímulo, padrão típico de hipersensibilidade dentinária por dentina exposta. Isso afasta pulpite irreversível e sustenta a indicação de tratamento dessensibilizante conservador, como o laser de baixa potência.

Tema central: Hipersensibilidade dentinária
Análise das alternativas
A
Errada
Displasia óssea periapical não é sustentada pelo enunciado, porque o quadro apresentado é de dor dentinária provocada em dentes com lesões cervicais não cariosas, e não de lesão fibro-óssea periapical identificada por achados de imagem. Além disso, pulpotomia não é tratamento de escolha para esse padrão clínico. A alternativa erra no diagnóstico e na conduta.
B
Errada
Pulpite irreversível é incompatível com o padrão temporal da dor descrito. Nessa condição, espera-se dor espontânea ou dor provocada prolongada, frequentemente persistente após a remoção do estímulo. Aqui, a dor é curta e cessa quando o estímulo desaparece, o que afasta, no contexto da questão, a indicação de tratamento endodôntico.
C
Certa
A alternativa C é a única que associa corretamente o quadro clínico descrito à hipótese de hipersensibilidade dentinária. O enunciado traz a combinação decisiva: lesão cervical não cariosa, dor curta e aguda, desencadeada por extremos de temperatura e estímulo tátil, com desaparecimento após remoção do estímulo. Esse é o padrão clínico clássico de dentina exposta hipersensível. Nessa situação, a abordagem indicada é dessensibilizante e conservadora; o laser de baixa potência é uma opção terapêutica aceitável para modulação da dor nesse contexto.
D
Errada
Displasia óssea focal também não corresponde ao quadro clínico apresentado. Trata-se de lesão fibro-óssea usualmente reconhecida por achados de imagem, sem relação direta com dor breve ao frio e ao toque em área de lesão cervical não cariosa. A proposta de apenas acompanhar radiograficamente não trata a queixa dolorosa descrita.
E
Errada
Embora dor breve provocada possa lembrar irritação pulpar reversível, o enunciado destaca um contexto estrutural típico de hipersensibilidade dentinária: lesões cervicais não cariosas com dentina exposta e dor evocada por estímulos térmicos e táteis. O erro decisivo dessa alternativa está na conduta: ajuste oclusal não é o tratamento diretamente indicado para o mecanismo doloroso principal descrito, e o enunciado não fornece base para afirmar trauma oclusal como causa determinante.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre sensibilidade ao frio e pulpite. O dado que decide não é apenas haver dor térmica, mas o fato de ela ser breve, provocada e desaparecer com a retirada do estímulo, em dentes com lesão cervical não cariosa, o que favorece hipersensibilidade dentinária e não doença pulpar irreversível.
Dica para questões semelhantes
  • Valorize a duração da dor após o estímulo: dor curta e cessante favorece hipersensibilidade dentinária; dor persistente favorece comprometimento pulpar mais avançado.
  • Quando houver lesão cervical não cariosa com estímulo térmico e tátil desencadeando dor, pense primeiro em dentina exposta e mecanismo hidrodinâmico.
  • A conduta deve seguir o mecanismo do quadro: hipersensibilidade dentinária pede terapia conservadora dessensibilizante, não pulpotomia ou endodontia sem sinais pulpares compatíveis.
  • Não conclua lesão fibro-óssea periapical ou focal sem suporte radiográfico e sem coerência com a síndrome dolorosa descrita.

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