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Q3511262 Odontologia
Sobre as características das facetas diretas em resina composta, é correto afirmar:
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Tema central: facetas diretas em resina composta. O objetivo é devolver forma, cor e textura com máxima preservação de esmalte, garantindo adesão previsível e estética natural. Planejamento com guia de silicone e mock-up é fundamental.

Alternativa correta: BRedução vestibular de 0,4 a 0,6 mm acompanhando a convexidade. Essa espessura cria espaço para estratificação (dentina/esmalte), evita sobrecontorno e mantém o preparo em esmalte, o que aumenta a força de união e a longevidade da restauração. O preparo deve respeitar as macrocurvaturas e microtexturas da face vestibular, idealmente guiado por chaves de silicone do enceramento diagnóstico/mask-up. Referências clássicas (Sturdevant; Summitt; Baratieri) recomendam redução mínima e uniforme em esmalte para facetas diretas.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Enviar matizes ao laboratório” é conduta de facetas indiretas (cerâmica ou resina laboratorial). Em facetas diretas, a seleção de cor e a estratificação são realizadas clinicamente pelo operador, com prova de resinas e fotoespectro quando disponível.

C) Redução incisal de 2 a 2,5 mm é típica de preparos para cerâmica com sobreposição palatina. Em facetas diretas, a filosofia é aditiva ou minimamente invasiva; só se reduz incisal quando houver necessidade funcional/estética específica, e geralmente bem menor (ou mesmo nenhuma redução), para manter esmalte e resistência.

D) “Margem até 2 mm subgengival” é inadequado. Em dentística adesiva, prefere-se supragengival ou ao nível gengival; subgengival só quando estritamente indicado (mascarar discromia, cárie, término pré-existente), e de forma mínima para não agredir o periodonto nem dificultar acabamento e controle de biofilme.

E) “O término deve ser em bisel” como regra geral não procede. Em facetas diretas, o término é majoritariamente um feather-edge amplo e contínuo na vestibular; pode-se usar microbisel em esmalte nas periferias para camuflagem e aumento de área adesiva, mas não é obrigatório nem indicado em toda a margem (especialmente cervical), onde um bisel pode afinar excessivamente o material e facilitar sobrecontorno.

Dicas de prova: procure termos que diferenciam direta x indireta (laboratório = indireta); desconfie de números “grandes” para reduções em procedimentos minimamente invasivos; lembre-se: em esmalte sempre que possível, margens supragengivais e uso de guia de silicone para controle de volume.

Referências essenciais: Sturdevant’s Art and Science of Operative Dentistry; Summitt’s Fundamentals of Operative Dentistry; Baratieri LN. Odontologia Restauradora: Fundamentos e Possibilidades; Terry DA. Direct resin veneers – princípios de estratificação.

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