Devido aos maiores riscos envolvidos em gestação múltipla mo...

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Q4157220 Medicina
Devido aos maiores riscos envolvidos em gestação múltipla monocoriônica, o conhecimento da corionicidade é essencial para guiar o aconselhamento do casal e o manejo dessas gestações.

A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é ultrassonográfico: a dicorionicidade é fortemente sugerida por mais de um saco gestacional e por membrana intergemelar espessa, achados que são mais acurados quando avaliados no primeiro trimestre. Isso torna a alternativa C a única compatível com a base médica.

Tema central: Corionicidade gemelar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a ausência do sinal do lambda no segundo ou terceiro trimestres não confirma monocorionicidade. O lambda é mais útil na avaliação precoce; com a progressão da gestação, ele pode deixar de ser visível. Portanto, um achado negativo tardio não tem valor diagnóstico isolado suficiente para classificar a gestação como monocoriônica.
B
Errada
Está errada porque o rastreamento bioquímico de anomalias cromossômicas em gestações gemelares não tem sensibilidade maior que em gestações únicas. Pelo contrário, seu desempenho tende a ser inferior ou mais limitado, pela contribuição simultânea de dois fetos e maior complexidade da interpretação laboratorial.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve um critério clássico de dicorionicidade: a presença de mais de um saco gestacional e de septo intergemelar espesso. Esses achados sustentam separação coriônica e têm acurácia muito alta, especialmente quando a ultrassonografia é realizada precocemente e bem interpretada.
D
Errada
Está errada porque o melhor período para determinar a corionicidade é o primeiro trimestre. No segundo trimestre ainda pode ser possível defini-la, mas com menor precisão. O erro da alternativa é trocar a janela de maior acurácia pela janela tardia, que é menos confiável.
E
Errada
Está errada porque discordância de crescimento fetal em gêmeos não é definida por diferença fixa de 200 g nem por diferença isolada de circunferência abdominal maior que 10 mm. A definição obstétrica consagrada baseia-se em diferença percentual no peso fetal estimado entre os fetos.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões clássicas: tomar ausência de lambda em fase tardia como prova de monocorionicidade e esquecer que a melhor definição da corionicidade depende de ultrassonografia precoce com análise morfológica da membrana e dos sacos gestacionais.
Dica para questões semelhantes
  • Para definir corionicidade, priorize sinais morfológicos ultrassonográficos: número de sacos, número de placentas, espessura da membrana e sinal do lambda.
  • Ausência de lambda no segundo ou terceiro trimestre não basta para concluir monocorionicidade.
  • Se a alternativa disser que o segundo trimestre é o melhor momento para definir corionicidade, a tendência é estar errada; a janela mais precisa é o primeiro trimestre.
  • Em discordância de crescimento gemelar, desconfie de cortes absolutos em gramas; o critério relevante é percentual no peso fetal estimado.

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